terça-feira, 10 de julho de 2012

Vendas de imóveis novos em SP sobem em maio


São Paulo - O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo apresentou elevação das vendas em maio, mantendo a trajetória de crescimento verificada nos últimos meses, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Por outro lado, o volume de lançamentos ao longo do ano apresentou um recuo acentuado, levando a entidade a diminuir as projeções para novos projetos em 2012.

Entre janeiro e maio, foram lançadas 7.496 unidades na cidade de São Paulo, um recuo de 31,4% em relação ao total apurado nos cinco primeiros meses de 2011, de acordo com dados levantados pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Em maio, entretanto, os lançamentos chegaram a 2.239 residências, uma variação positiva de 38% em relação a abril.
Com a retração no volume de novos projetos nos primeiros meses do ano, o Secovi-SP diminuiu em 17% as projeções de lançamentos para 2012. Antes, eram esperadas 36,2 mil novas unidades. Agora, esse número deve ficar em torno de 30 mil, segundo o presidente da entidade, Cláudio Bernardes. O novo montante também representa uma queda de 20,4% ante o total de 37,7 mil unidades lançadas em 2011. "Consideramos modificar nossa previsão quanto aos lançamentos, que devem totalizar aproximadamente 30 mil unidades este ano", informou Bernardes, em nota.
Segundo ele, a revisão das projeções também se deve à maior demora para aprovação de novos projetos na cidade de São Paulo. Isso vem ocorrendo, na sua avaliação, devido à "maior dificuldade na formação de terrenos aptos à incorporação e por causa dos exagerados prazos nos processos de licenciamento de edificações, que foram significativamente majorados nos últimos tempos".
Segundo dados da Embraesp, o total de unidades aprovadas na capital paulista vem caindo desde setembro no ano passado. Entre aquele mês e abril, o número mensal de aprovações despencou 18,7%.
Vendas
As vendas, por sua vez, mantiveram trajetória de crescimento. Em maio, foram vendidas 2.728 unidades na capital paulista, volume 35,9% acima do total de abril de abril (2.007 unidades) e 14,6% acima do registrado em maio de 2011 (2.380 unidades). Nos primeiros cinco meses de 2012, o número de imóveis vendidos atingiu 10.135 unidades, um crescimento de 13,1% em relação ao comercializado no mesmo período do ano passado.
O valor global das vendas chegou a R$ 1,37 bilhão em maio, alta de 51,9% ante abril e de 3,7% ante o mesmo mês de 2011, considerando valores já atualizados pelo INCC. Entre janeiro e maio, o valor global das vendas atingiu o montante de R$ 5,08 bilhões, equivalente a um aumento de 6% ante o mesmo período de 2011.
As unidades de dois e três dormitórios continuaram liderando as vendas. Em maio, imóveis de dois quartos representaram 59% do total comercializado, com 1.610 unidades, enquanto o segmento de três dormitórios respondeu por 26,6% e 726 unidades vendidas.
A velocidade das vendas (total de unidades vendidas no mês ante o total de unidades disponíveis) foi de 13,7%. Isso significa que 137 imóveis novos foram vendidos a cada 1 mil ofertados no mês. O desempenho foi melhor que o de abril, quando esse patamar ficou em 10,2%, mas está abaixo dos 15,1% verificados em maio de 2011.
Para o presidente do Secovi-SP, o bom desempenho das vendas permite confirmar as estimativas de encerrar 2012 com 31 mil unidades vendidas, um aumento de 10% em relação ao ano passado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como economizar com planos de saúde na aposentadoria


São Paulo - O pleno acesso a um atendimento médico de qualidade é direito de todo brasileiro previsto na Constituição. O ideal seria que, independente da classe social, todo indivíduo pudesse usufruir de forma gratuita dos serviços de profissionais da área de saúde.

Infelizmente a realidade não corresponde ao que reza a lei. Para aqueles que não têm renda suficiente para arcar com os custos dos planos de saúde ou mesmo com o atendimento em rede particular, resta a rede pública, com suas deficiências e dificuldades para atender à grande maioria da população.

Para a parcela da população cujo orçamento prevê gastos com convênios de saúde, o pagamento, mês a mês, pode ser bastante pesado. Segundo a Victory Consulting, especializada na consultoria de planos de saúde, atualmente um plano básico, com acomodação em enfermaria, pode custar mais de 700 reais por mês para pessoas na faixa etária acima dos 59 anos de idade.

A partir dos 49 anos, os preços dos planos aumentam consideravelmente devido aos maiores riscos de aparecimento de doenças graves.  Quanto mais avançada a idade, maiores também serão as chances de que sejam utilizados serviços e cuidados médicos caros, como internações ou cirurgias.

Abaixo a consultoria Victory mostra como os gastos mensais das pessoas com planos de saúde crescem ao longo do tempo:
Configurações: Plano Básico, enfermaria   
Faixa etáriaEmpresa 1Empresa 2Empresa 3
49 a 53 anosR$ 350,57R$ 325,01R$ 340,85
54 a 58 anosR$ 448,27R$ 364,64R$ 426,06
59 ou maisR$ 717,15R$ 594,51R$ 725,88


Para que os gastos com a saúde não transbordem os limites do orçamento, algumas medidas preventivas podem ser tomadas para evitar sacrifícios ao padrão de vida ou corte custos em outras áreas essenciais. (Veja aqui como é possível se organizar para aproveitar uma aposentadoria saudável e despreocupada)

Uma delas é o planejamento ainda na vida economicamente ativa. Segundo Vera Brejatto, presidente da Victory Consulting, as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garantem a quem tem um plano de saúde corporativo há ao menos dez anos o direito de manter o mesmo plano quando se aposentar desde que assuma o pagamento integral do benefício. Como os valores pagos não mudam após a aposentadoria, pode ser uma forma interessante de economizar muito com saúde na terceira idade. 

Ainda de acordo com a ANS, para os aposentados que tiverem contribuído com os planos corporativos de saúde por um período inferior a dez anos, será possível manter o mesmo seguro pagando o mesmo valor pelo número de anos de contratação do plano. Ou seja, uma pessoa que trabalhou durante cinco anos para uma empresa e manteve nesse período o mesmo plano de saúde terá o direito de pagar a mesma mensalidade após a aposentadoria por mais meia década.

Outro conselho a ser seguido é contratar plano de saúde o quanto antes. Segundo Andre Massaro, especialista em finanças do MoneyFit, para evitar surpresas em um orçamento planejado com base em renda da aposentadoria, o ideal é que o indivíduo contrate um plano de saúde assim que comece a trabalhar.

"Faz parte da boa educação financeira que se pense em adquirir convênio de saúde assim que a pessoa tiver uma renda que permita o pagamento do mesmo", diz Massaro. Ele afirma que o ideal é que os custos com a saúde não ultrapassem 10% do orçamento mensal do indivíduo.

Se esse percentual não puder ser cumprido, o melhor a fazer é contratar um plano mais modesto. O maior risco é a pessoa simplesmente não contratar nenhum plano e ter de arcar com possíveis despesas médicas, um gasto que pode colocar o bem estar financeiro da família em sérios riscos.


O preço da diária de internação em um hospital na cidade de São Paulo custa, em média, 10.000 reais. O que significa que, apesar de algumas vezes parecer exorbitante, o preço pago por um plano de saúde não se compara aos gastos que uma pessoa pode ter ao optar por lidar com as despesas médicas em regime particular, sem o intermédio de um convênio.  "É absolutamente inviável pensar em envelhecer com qualidade sem um plano de saúde privado", alerta Vera. 

Medicamentos

Outra grande despesa de muitos aposentados é com remédios. Sérgio Miguel Parra, advogado-chefe do escritório Parra Consultoria Jurídica, especializado na área de seguros e planos de saúde, explica que, para ter acesso a medicamentos que não são passíveis de cobertura do plano de saúde, os consumidores devem buscar na Justiça liminares que obriguem o Sistema Único de Saúde (SUS) a assumir despesa. "A justiça tem sido um caminho viável para conseguir estes benefícios."

Especialistas também lembram que, para envelhecer com saúde, é preciso cuidar dela de maneira preventiva. Fazer exercícios, manter uma dieta saudável e cortar excessos ajuda a diminuir a dependência do indivíduo a planos de saúde e contribui para uma vida mais longeva e saudável. (Conheça os segredos de quem já está aposentado mas continua firme no mercado de trabalho)

Até mesmo para aqueles que pretendem continuar a trabalhar após a aposentadoria, manter-se ativo fisicamente ajuda a dar mais energia e disposição. “Não é porque alguém vai envelhecer que necessariamente vai ficar doente. Se participar de programas preventivos de promoção da saúde, a pessoa irá chegar à idade avançada com uma boa qualidade de vida", diz Vera, da Victory Consulting.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Será que é hora de vender seu imóvel?





São Paulo – No mercado imobiliário brasileiro não se fala em outra coisa. Os preços já não sobem mais com a mesma intensidade de antes. Incorporadoras vendem imóveis com descontos que ultrapassam os 30%, e vendedores de usados já não sentem mais tanta facilidade de passar seu bem adiante.

Mas afinal, os preços chegaram ao topo? Ainda há espaço para mais valorização? Ou a tendência agora é que os preços se acomodem – ou até caiam? Para quem tem um imóvel que se beneficiou da alta valorização nos últimos anos, está na hora de vender e realizar o lucro? “Eu vejo uma estabilidade, com viés de baixa tênue. Vai ocorrer uma reformatação do mercado, com reposicionamento das construtoras com margens consideradas razoáveis”, diz o professor João da Rocha Lima Junior, coordenador do núcleo de Real Estate da Poli-USP.
Para ele, a demanda especulativa percebida no mercado anteriormente já não existe mais, o que freia a valorização. As construtoras, por sua vez, já enxergariam um novo patamar de custos de produção e estariam mais confortáveis de que não vão aparecer aumentos abruptos de custos, o que deve levar à estabilização dos preços.
“Um freio de demanda gera descontos e joga os preços para baixo. Não vejo a possibilidade de uma quebra de preços, mas sim de uma queda suave. Mas não há muita margem para redução de preços, pois não houve um nível de especulação tal que permita uma queda maior. E nós também não temos o problema da devolução de imóveis por falta de capacidade de pagamento, uma vez que nosso crédito é conservador”, completa o professor.
Já há alguns sinais de desaceleração no mercado imobiliário brasileiro, embora seja ainda cedo para se falar em queda de preços. O Índice FipeZap, que acompanha os preços dos imóveis em sete capitais brasileiras, já vem mostrando retração de preços em algumas cidades e, no mês de abril, seu relatório reafirmava a tendência de desaceleração de preços iniciada em abril de 2011.
A reportagem de capa da Revista EXAME que chegou às bancas nesta quinta-feira reflete justamente sobre se é hora de comprar, vender ou esperar, e traz com exclusividade uma pesquisa da Fipe que mostra que, apesar da valorização recorde nos 12 meses terminados em março, uma comparação entre os últimos seis meses e o mesmo período do ano anterior atesta uma desaceleração na alta. Veja a metodologia da pesquisa da Fipe.
Há ainda outros fatores que podem contribuir para a desaceleração e posterior estabilização de preços. O primeiro trimestre do ano já revelou queda no número de unidades financiadas (em relação ao mesmo período do ano passado) e da velocidade de vendas (em relação aos anos anteriores).
A isso se alia o passo atrás dado pelas incorporadoras que sofreram em seus balanços e na Bolsa, principalmente por conta do descasamento entre o número de imóveis lançados e sua capacidade de entrega – o que também gerou os atrasos na entrega dos imóveis e uma porção de ações na Justiça ao longo de 2011. Agora, as construtoras tentam reajustar seus processos internos para se recuperar. Pelo menos aquelas que são abertas em Bolsa frearam o ritmo dos lançamentos.
O momento ainda requer cautela, mas quem tem mais de um imóvel e se beneficiou da estrondosa valorização imobiliária brasileira dos últimos anos já pode pensar numa venda. “Quem tem mais de um imóvel está em boa posição para realizar os lucros”, diz o economista Luiz Calado, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) e autor do livro “Imóveis – seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”.
Segundo Calado, para quem atua no mercado de imóveis como investidor ou especulador – ou seja, para quem compra para alugar ou aguardar valorização – o momento também é propício por conta da queda na taxa Selic e do movimento de derrubada de juros pelos bancos. “Quem quiser vender um imóvel para comprar outro, deve também conseguir uma taxa de juros menor em um eventual financiamento”, completa.
O economista se diz pessimista em relação ao mercado daqui para frente quando se refere a quem deseja ganhar com a valorização. “Não acredito que essa trajetória de alta continue tão forte, a não ser que estejamos entrando em uma bolha. Temos evidências de desaquecimento e até de quedas de preço. Essa coisa das construtoras venderem imóveis com desconto, não existe isso. Ninguém vende uma cota de um fundo ‘com desconto’. Foi o preço do imóvel que caiu mesmo”, observa.
Alex Strotbek, consultor imobiliário da Areal Pires Advogados, não acredita em desvalorização dos imóveis, mas também crê que uma estabilização já é visível. “A hora de vender o imóvel é na alta”, lembra.
É claro que agora já está mais difícil vender, o que também pode ser sinal de um momento propício para a realização de lucros. Os empreendimentos cujas unidades se esgotam em apenas um fim de semana estão se tornando raros, e o endividamento das famílias cresceu muito nos últimos anos – de 27% da renda em 2007 para os atuais 44%. As decisões de compra estão mais ponderadas agora que o preço do metro quadrado está mais alto.
Quem tem apenas um imóvel
Quem tem apenas o imóvel próprio pode até pensar em vendê-lo, mas precisa de um plano bem claro, porque o movimento é arriscado. “Quem fez isso há quatro anos, por exemplo, se deu muito mal, porque os preços entraram numa trajetória de alta alucinante. Se o sujeito vendeu e começou a pagar aluguel com o dinheiro do negócio pode ter tomado um susto desagradável”, diz Luiz Calado.
Segundo o vice-presidente do IBEF, no entanto, agora é uma hora boa para assumir algum tipo de risco, desde que se entenda o que se está fazendo. “Essa estagnação com possível queda de preços ainda vai se manter por algum tempo. O PIB do país está se retraindo há meses, e a crise internacional continua. Se esse cenário se consolidar, e o preço dos imóveis começar a cair, será possível aplicar em um investimento atrelado à inflação e usar a renda para pagar aluguel”, explica Calado.
Quem não quiser se arriscar a viver de aluguel e desejar comprar outro imóvel deve ponderar outros fatores. Não dá para contar com uma queda nos preços, embora em alguns casos isolados ela já esteja ocorrendo. Para Luiz Calado, uma possibilidade que pode ser vantajosa é vender o imóvel hoje para comprar outro dentro de até um ano, com taxa de juros menor para um eventual financiamento.
Para Alex Strotbek, a estratégia de vender o único imóvel para comprar outro pode se justificar se a pessoa tiver a intenção de comprar uma propriedade melhor. Assim como a venda está dificultada, comprar em um momento como o atual significa pagar caro. O planejamento para quem deseja melhorar o padrão de vida deve incluir uma poupança extra além do dinheiro da venda para comprar um imóvel de padrão mais alto.
“Se o sujeito pensa em realizar o lucro e encontrar um bom negócio, provavelmente não vai. Ele pode também esperar uma queda de preços, mas é arriscado para quem tem somente um imóvel. Se a pessoa tiver um segundo imóvel é mais fácil. Ela vende, aplica o dinheiro em renda fixa e espera uma nova baixa. O proprietário de apenas um imóvel deve ser cem vezes mais cauteloso do que o investidor”, diz Strotbek.
Outras alternativas
Desde 2008, o Brasil vem experimentando uma alta estrondosa nos preços dos imóveis, figurando entre as maiores altas do mundo ano a ano. Embora, para padrões internacionais, os preços dos imóveis brasileiros ainda sejam baixos, a valorização já apresenta os primeiros sinais de perda de fôlego. Desde 2008 até o final de abril deste ano, os imóveis em São Paulo valorizaram 135%, enquanto que os imóveis cariocas tiveram alta de 170%.
“Nós tivemos um excesso de preços em 2010 e 2011, com altas acima do razoável. Havia um excesso de demanda no mercado, até um pouco artificial, forçada por alguma especulação. A isso se juntou uma demanda reprimida forte em 2008 e 2009, com um crescimento de custos muito grande. As construtoras de capital aberto agiram de forma agressiva, e havia muito capital estrangeiro chegando ao mercado brasileiro”, explica João da Rocha Lima Junior, do núcleo de Real Estate da Poli-USP.
Em um segundo momento, os custos de construção sofreram enorme pressão, com a escassez de mão de obra qualificada e consequente perda de produtividade das construtoras, fora as altas nos preços dos terrenos. “O mercado imobiliário é desordenado. Quando o dono de um terreno recebe pressão de todos os lados para vender, o preço sobe sem limites”, diz o professor.
Para quem quer continuar no mercado imobiliário, o economista Luiz Calado recomenda uma realocação de portfólio, considerando-se os fundos imobiliários. “Quem vender um de seus imóveis e optar por não ter dívida, pode deixar o dinheiro da venda em um fundo imobiliário”, diz. Mas para ele, sempre existe oportunidade para “quem olha além do óbvio e vê um nicho de mercado que não é bem atendido”.
“Vale o raciocínio: o que vai ser demandado daqui para frente na sua região? Para onde a cidade está crescendo, quais as necessidades que ainda não são bem atendidas? Também existe potencial para agregar valor a um imóvel mal cuidado, comprado em leilão, ou cujo dono anterior não tivesse fôlego financeiro para cuidar. Nesse caso, é preciso fazer um investimento na recuperação do imóvel, mas ainda fica espaço para ganhar dinheiro”, conclui.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Carro importado pode custar até 40% mais barato



São Paulo – A queda na venda de carros importados em maio mostra que o alto IPI para esse tipo de veículo realmente está intimidando o consumidor brasileiro. Mas não precisa ser assim. Os endinheirados que tiverem paciência para esperar podem pagar mais barato por meio da importação direta e até driblar o pagamento do IPI por um direito da pessoa física que compra do exterior para uso próprio. A economia pode chegar a 40% em relação ao preço sugerido dos mesmos veículos no Brasil.

Algumas empresas assessoram as pessoas que desejam importar seus carrões durante todo o processo, cobrando uma comissão para cuidar de toda a documentação e trâmites burocráticos. Já para se livrar de pagar o IPI, o consumidor precisa acionar a Justiça, seja para deixar de pagar o valor referente ao imposto, seja para restituí-lo. Mesmo com a comissão da empresa de assessoria, as custas judiciais e os honorários advocatícios a compra sai mais em conta do que se tivesse sido feita no Brasil.
A compra é vantajosa mesmo que o consumidor não queira se dar ao trabalho de entrar na Justiça e resolva pagar o IPI. A diferença de preço se dá pela ausência de pagamento de refaturamento, do lucro da loja e do lucro da importadora. “O lado ruim é que todo o processo, desde localizar o veículo desejado no exterior até trazê-lo para o cliente no Brasil, demora de 60 a 70 dias, por conta da burocracia”, esclarece Marcos Tavares, diretor da Connect Motors, empresa que assessora quem deseja fazer importação direta.
Esse tipo de serviço costuma ser demandado por consumidores de alto poder aquisitivo, que buscam carros de luxo cuja alíquota de IPI geralmente é o percentual máximo, de 55%. Muitas vezes são modelos que ainda nem são vendidos no Brasil, mas nada impede que o mesmo processo seja feito para um modelo que já esteja disponível por aqui. “Os clientes procuram exclusividade, querem ser diferentes. Querem carros como o Chevrolet Camaro, o Ford Mustang, picapes e utilitários americanos, como a Chevrolet Suburban, e mesmo BMWs”, diz o diretor da Connect Motors.
Na tabela a seguir, elaborada por Marcos Tavares, é possível ver a comparação entre os preços, em reais, de três modelos que já foram importados pela empresa. Repare que o preço sem a restituição do IPI já é mais baixo que o preço sugerido no Brasil. Foram considerados, para os cálculos, o euro a 2,51 reais e o dólar a 1,98 reais. Não estão descontados comissões e custos de entrada na Justiça:
ModeloPreço com IPI (R$)Preço sem IPI (R$)Preço de mercado sugerido (R$)
Ferrari 458 Spider 20121.607.0001.248.1271.900.000
McLaren MP4-12C 20121.570.0001.152.0002.200.000
Lexus LS460L 2012443.965271.250615.000
A Connect Motors cobra comissões entre 6% e 10% do preço final. Ou seja, de cara, para quem não quiser se incomodar em restituir o IPI, os descontos em relação ao preço sugerido serão de 7% na Ferrari, e de 20% na McLaren e no Lexus. Isso se considerado o valor mais alto de comissão.
Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) já garantiram ao importador pessoa física a isenção ou restituição de IPI pago quando a compra de um carro do exterior é feita para uso próprio. Mas para conseguir o benefício, é necessário entrar na Justiça. “Na maioria dos casos, conseguimos a isenção, antes que o pagamento do imposto seja feito. A questão já está pacificada. Só não posso dizer que é causa ganha 100% das vezes porque existem juízes que ainda não entendem”, diz o advogado Augusto Fauvel, do escritório Fauvel e Moraes Advogados. “Às vezes é possível restituir até o ICMS, mas é mais difícil, pois esse ponto ainda não foi pacificado”, conclui.
De acordo com o advogado, as custas judiciais nesses casos equivalem a 1% do valor a ser isentado ou restituído. Já os honorários advocatícios podem variar; Fauvel cobra entre 10% e 20% do valor a ser restituído ou isentado, desde que a causa seja ganha. “Quanto maior o valor restituído, menor o percentual cobrado”, explica o advogado.
Para efeito de cálculo, consideramos 100% de isenção do IPI, com honorários de 10%. Nesse caso, o desconto na Ferrari subiu para 25% em relação ao preço brasileiro, e dos outros dois modelos ficou em torno de 40%. De maneira geral, Marcos Tavares, da Connect Motors, diz que a economia de quem importa nessa modalidade fica em torno de 30%.
Despesas
As assessorias para importação direta realizam o processo inteiro em nome do cliente, desde a localização do veículo no exterior, passando pela sua chegada ao Brasil até chegar ao consumidor, pronto para ser licenciado em sua cidade de domicílio. “Há procura de gente de todo o Brasil, de estados como Minas Gerais, Sergipe, Bahia e do Distrito Federal. Os moradores de São Paulo nem são tão numerosos, pois preferem ver o veículo na loja, mesmo pagando a mais, já que têm acesso a isso”, explica Tavares.
Após localizar o carro, é montado um pedido para o cliente. Uma vez os valores aprovados, é montada uma planilha que inclui todos os custos, embutidos no preço final: frete internacional, impostos (importação, IPI, ICMS, Cofins, PIS) e despesas adicionais de nacionalização (referentes a transporte, armazenagem, seguro, entre outras coisas). Só para se ter uma ideia, depois de adicionados os custos, o preço de um Ford Mustang Shelby 2013 pula de cerca de 100.000 reais para mais de 350.000 reais.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vendido por seguradoras, título de capitalização é péssimo investimento


São Paulo - Não é um investimento, mas é comercializado como uma forma de poupar. Não é um seguro, mas é vendido por seguradoras e regulado pela Susep. Suas receitas e faturamento vêm crescendo a taxas superiores a 10% ao ano, mas é considerado, por quem entende de finanças, uma das piores formas de se aplicar o dinheiro. O título de capitalização, afinal de contas, é bom para quem?

Em primeiro lugar, para quem os comercializa. "É pagar caro demais para alguém tomar conta do seu dinheiro. O resultado é uma mina de ouro para os bancos e seguradoras", diz Rafael Paschoarelli Veiga, professor de finanças da USP. Em segundo lugar, para quem gosta de jogar - e tem muita sorte. "Pode até ser uma boa maneira de apostar, porque o dinheiro da aposta retorna depois de certo tempo. Mas não se deve confundir o título de capitalização com um investimento", afirma Márcia Dessen, professora da Fundação Dom Cabral e planejadora financeira.

O que eles querem dizer é que o título de capitalização é, primordialmente, um jogo. O sujeito faz uma aposta, paga em uma ou mais parcelas, concorre em sorteios e, após o vencimento do título, recupera parcial ou totalmente o valor desembolsado, mesmo que não tenha tirado a sorte grande. Ganhar no sorteio, aliás, é bastante difícil. As chances de vencer se equiparam às das demais loterias.

Não é à toa que um dos jogos mais famosos do Brasil é também o título de capitalização mais conhecido - a Tele Sena, do Grupo Silvio Santos. Mas para quem busca poupança e retorno, o título de capitalização é uma grande furada. Sua rentabilidade é menor que a da caderneta de poupança, boa parte do dinheiro aplicado fica para a instituição que o vendeu e o poupador só pode mexer nas suas reservas depois do período de carência. Mesmo assim, se ele resolver sacá-las antes do vencimento do título, não conseguirá recuperar nem o montante acumulado até então.

Não parece muito justo, mas os próprios bancos e seguradoras se justificam, alegando que o título de capitalização não deve ser comparado a outras formas de investimento. Seu diferencial estaria no "aspecto lúdico". "Se é jogo, não deveria ser vendido em banco, mas em casa lotérica", critica Rafael Paschoarelli. Ainda assim, o brasileiro continua fazendo o segmento crescer. Em julho de 2010, o mercado de capitalização abarcava mais de 20 milhões de pessoas, com reservas de 16,222 bilhões de reais.

Funcionamento dos títulos de capitalização


Para entender por que o título de capitalização é tão desvantajoso em matéria de retorno é preciso compreender o seu funcionamento. Há basicamente dois tipos de títulos. Os populares, como a Tele Sena, não se propõem ser uma modalidade de poupança, mas puramente um jogo. O pagamento é único, de valor baixo (em geral menos de dez reais) e o maior atrativo é realmente o sorteio de prêmios. O resgate não permite ao comprador recuperar a totalidade do valor da aposta, pois boa parte do dinheiro é destinada a custear os prêmios.



Já os tradicionais são vendidos como formas de "poupança programada" em que os poupadores têm, de quebra, oportunidade de participar de sorteios. O poupador paga mensalidades durante um período, em geral, de cinco anos, mas não pode resgatar nem um centavo antes de passado o prazo de carência, que costuma ser de 12 meses. Se decidir fazer o resgate antes do vencimento, não conseguirá recuperar 100% do que pagou até então. Para receber de volta todo o montante acumulado, normalmente remunerado pela poupança (0,5% ao mês + TR), precisará esperar até o vencimento.

Em outras palavras, o poupador é penalizado caso resolva resgatar seu dinheiro antes do tempo. "Não é poupança programada, é poupança forçada", diz Márcia Dessen. Apenas uma parcela do que é poupado será destinada a formar o montante a ser remunerado, a chamada cota de capitalização. Um bom percentual - a cota de carregamento - ficará com o banco. Há ainda a cota de sorteio, destinada a custear os prêmios.

São tantos os descontos que, se o poupador tivesse decidido aplicar o mesmo montante na caderneta de poupança durante o mesmo período de tempo conseguiria acumular bem mais. Isso vale até mesmo para títulos mais "sofisticados" como os que destinam um percentual da cota de capitalização a um fundo de ações.

Rende menos que a poupança

A cota de carregamento varia de produto para produto, mas há bancos e seguradoras que chegam a abocanhar até 80% do valor das parcelas nos primeiros meses. Depois, essa taxa reduz a um percentual mais baixo, mas nunca zera, assim como a quantia destinada aos prêmios. O professor Rafael Paschoarelli fez as contas com um produto existente no mercado e comprovou que, no fim das contas, até a poupança vale mesmo mais a pena.
Mês
Parcela
Sorteio
Carregamento
Capitalização
Saldo
1º-12º
R$ 100,00
2,68%
27,06%
70,26%
R$ 868,63
13º-60º
R$ 100,00
2,68%
7,32%
90,00%
R$ 6.041,70

O rendimento mensal considerado para ambas as modalidades foi de 0,54% + TR de 0,04% que, líquido, representou 0,43%. O poupador reservou mensalmente 100 reais durante cinco anos e conseguiu juntar 6.000 reais. Com um título de capitalização, o saldo final seria pouco maior que isso: 6.041,70 reais. Quase como se o sujeito tivesse guardado o dinheiro debaixo do colchão. Ele não perde dinheiro, é verdade, mas o deixa "preso" durante cinco anos sem ganhar praticamente nada com isso.


Note que, no primeiro ano, apenas 70% das parcelas mensais são destinados a compor o montante que será remunerado. Mesmo nos meses seguintes, apenas 90% do dinheiro vai para a capitalização. Se as mesmas parcelas fossem, por outro lado, destinadas à caderneta de poupança, o rendimento seria calculado sobre o montante integral. Ao final de cinco anos, o saldo seria de 7.064,19 reais, sem risco algum. Mas e o sorteio? Bem, a chance de ganhar com esse título de capitalização é de uma em cinco milhões.

E não é só isso. Os títulos de capitalização pagam Imposto de Renda na fonte. Ao resgatar seus recursos, o poupador paga uma alíquota de 20% sobre os rendimentos, ou seja, sobre o que excede o valor poupado. No exemplo acima, o tributo seria de 8,34 reais, e o resgate líquido de 6.033,36 reais. Caso fosse sorteado, o sortudo teria que pagar 25% de imposto sobre os rendimentos e 30% sobre o valor do prêmio.

As alternativas

Para quem não acredita na sorte e quer aplicar o dinheiro de uma maneira realmente inteligente, o melhor é resistir à conversa do gerente. Mas há quem diga que a poupança forçada dos títulos de capitalização é a única maneira de conseguir guardar dinheiro. Para esses gastadores crônicos, a planejadora financeira Márcia Dessen aconselha aplicações que não possam ser resgatadas antes do vencimento, como os fundos de investimento com carência ou os Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), que são títulos de renda fixa semelhantes aos CDBs, mas que não podem ser negociados antes do vencimento. A rentabilidade é bem mais interessante.

Existem ainda as contas poupança solidárias, que exigem as assinaturas dos dois titulares da conta para permitir um saque. Ou seja, um ajuda o outro a resistir à tentação de mexer nas reservas.

Mas pode ser que o sujeito deseje destinar parte do seu dinheiro ao que considera uma boa causa. Algumas instituições oferecem títulos de capitalização em que um percentual das reservas é destinado a projetos socioambientais. No Bradesco, por exemplo, há títulos que ajudam instituições como o Instituto Ayrton Senna e a Fundação Amazonas Sustentável. O banco, porém, não divulga o percentual reservado a essas entidades.

Algumas empresas usam os títulos de capitalização como forma de captar recursos. O Corinthians, por exemplo, oferece aos torcedores o TimãoCap, da Sul América, voltado apenas para sorteios de prêmios em dinheiro e de produtos do clube. Para os mais fanáticos, talvez não haja causa melhor que ajudar o clube do coração.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Novas regras para financiamento imobiliário já estão valendo


Brasília - A partir de hoje (11), passam a valer as novas regras da Caixa Econômica Federal para os financiamentos habitacionais. Pelo novo modelo, os mutuários terão mais cinco anos para quitar os empréstimos. A Caixa ampliou o prazo do crédito habitacional de 30 anos para 35. Os empréstimos serão feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Os financiamentos do SBPE beneficiam apenas os mutuários que ganham mais de R$ 5,4 mil por mês ou que adquirirem imóveis de mais de R$ 170 mil.

A Caixa também reduziu as taxas de juros para essas modalidades. Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as taxas caíram de 9% para 8,85% ao ano. Para os imóveis fora do SFH, os juros passaram de 10% para 9,9% ao ano.
A instituição também ampliou o prazo dos financiamentos para a construção de casas e apartamentos com recursos da poupança. A partir desta semana, as construtoras e incorporadoras terão 36 meses para pagar os empréstimos. Antes, o prazo correspondia a 24 meses. Os juros dessas linhas também foram reduzidos de 11,5% para 10,3% ao ano.
Para a construção de imóveis comerciais, os juros efetivos caíram de 14% para 13% ao ano. Nas operações de financiamento para a construção e aquisição de imóvel para uso próprio, a empresa pagará taxa de 12,5% ao ano, ante 13,5% cobrados atualmente.
Em todos os casos, o mutuário também pagará a Taxa Referencial (TR), juros variáveis cobrados nos financiamentos imobiliários. No entanto, as taxas efetivas podem ficar ainda menores se o mutuário for correntista da Caixa.
As mudanças não valem para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida. Para essas modalidades de financiamento, o prazo continua 30 anos.
No dia 5, o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, disse que o aumento do prazo dessas linhas de crédito depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS. “A Caixa já pediu autorização ao Conselho Curador para aumentar o prazo.”
De acordo com o vice-presidente, a Caixa estima em R$ 96 bilhões a concessão de financiamentos habitacionais para este ano, ante R$ 80 bilhões do ano passado. Até maio, a instituição havia emprestado R$ 36,7 bilhões, contra R$ 25 bilhões nos cinco primeiros meses do ano passado.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Como fazer um "seguro" para sua carteira de ações





São Paulo - O mercado de opções no Brasil é um dos mais desenvolvidos do mundo, mas ainda é grande a desinformação dos investidores. Quem se dispõe a realmente mergulhar na diversidade de estratégias e produtos do mercado financeiro encontra nas opções não só um diferencial de rentabilidade como também uma boa ferramenta para proteger a carteira e limitar perdas em momentos de grande incerteza nos mercados.

A BM&FBovespa é a segunda bolsa do mundo em negociação de contratos de opções, com volume negociado mensal de algo em torno de 6 bilhões de reais. Desse total, cerca de 70% são movimentados pelo investidor pessoa física. Ainda assim, o mercado tem muito que se desenvolver, pois apenas as duas opções mais líquidas - das ações de Petrobras e Vale - representam 90% do volume negociado. As demais opções apresentam pouca liquidez. Fora isso, não há liquidez para opções de venda nem para opções de um mesmo preço de exercício, mas diferentes vencimentos.

No entanto, a perspectiva para quem gosta de negociar opções de ações é boa no médio prazo. Um programa da BM&FBovespa prevê a contratação de instituições financeiras para atuarem como formadores de mercado para tornar mais líquidas opções de Ibovespa e das 10 ações mais negociadas do índice, como as das empresas OGX, Usiminas, Itaú-Unibanco, Bradesco e Gerdau.

Enquanto esse dia não chega, quem quiser proteger seus investimentos nos momentos em que o mercado "anda de lado" encontra, mesmo nas opções de compra de PETR4 e VALE5, uma boa maneira de fazer um "seguro" da carteira de ações, por meio de estratégias relativamente simples. É bom lembrar, porém, que esse tipo de produto é mais indicado para quem já tem um bom patrimônio em ações e algum conhecimento do mercado financeiro.

Funcionamento das opções


Opções são contratos derivativos (ativos derivados de outros ativos) atrelados a ações ou cestas de ações (índices) e negociados na Bovespa. Quem compra um desses contratos adquire o direito de, na data de vencimento do contrato, exercê-lo ou não. Quem os vende, por sua vez, ficará obrigado a exercer o contrato caso o comprador, também chamado de titular, assim o deseje. No Brasil, o vencimento das opções se dá sempre na terceira segunda-feira do mês.

Existem dois tipos de opções, as de compra e as de venda. As primeiras conferem ao titular o direito de comprar a ação-objeto, isto é, a ação à qual a opção está atrelada. Já as de venda conferem ao titular o direito de vender a ação-objeto. Por exemplo, uma opção de compra de PETR4 permite que seu titular possa, na data de vencimento do contrato, comprar um lote de ações preferenciais da Petrobras.


A função básica das opções é garantir ao seu titular o direito de comprar ou vender determinada ação ou índice numa data futura a um preço previamente acordado. Assim, se o investidor detém uma opção de compra que estabelece um preço de exercício de 40 reais para a ação-objeto, isso significa que, na data de vencimento, mesmo que a ação tenha subido para 50 reais, o investidor poderá comprá-la a 40 reais.

Estratégias com opções (envolvendo, muitas vezes mais de uma operação com opções e ações simultaneamente) costumam ser usadas por investidores mais experientes para buscar um diferencial de rentabilidade, com a vantagem de ser possível, muitas vezes, limitar os possíveis prejuízos.

No entanto, apesar de curiosa, a comparação das opções com os seguros também é válida, por analogia. Esses derivativos podem ser usados em momentos de incerteza nos mercados, quando o investidor quer se resguardar contra uma possível alta (opção de compra) ou baixa (opção de venda) de determinado ativo, mas não deseja comprá-lo ou vendê-lo imediatamente. Para se proteger contra o possível "sinistro", o titular de uma opção paga um prêmio ao lançador.

As estratégias descritas a seguir podem ser feitas com opções de PETR4 e VALE5, por meio do próprio Home Broker. Para outras opções, no entanto, é preciso solicitar a estruturação da operação em instituições financeiras que atuem como formadoras de mercado.

Comprando uma opção de venda

Se o investidor tiver uma perspectiva de baixa em determinada ação, ele pode realizar uma operação equivalente à compra de uma opção de venda. Opções de venda não têm liquidez no mercado brasileiro atual, mas esse obstáculo pode ser driblado por meio de uma operação que envolve a venda da ação-objeto e a compra de uma opção de compra.

"Essa é uma das quatro estratégias essenciais com opções para o investidor pessoa física", afirma o economista Hugo Daniel Azevedo, autor do livro "Investimentos em opções sobre ações no Brasil", lançado nesta semana. As outras três estratégias "essenciais", no entanto, servem apenas para rentabilizar a carteira, e não para fazer hedge.


A primeira estratégia funciona assim: caso acredite numa queda no preço de suas ações, o investidor pode vendê-las e, ao mesmo tempo, comprar uma opção de compra pelo mesmo preço de exercício. Se na data de vencimento o valor das ações tiver caído, o investidor deixa de exercer a opção e pode recomprar as ações pelo preço de mercado, mais baixo, embolsando a diferença. No fim das contas, o pequeno lucro embolsado, se superar o valor gasto com o prêmio, minimizará a perda de valor de suas ações.

Se a perspectiva for de queda acentuada no mercado - num cenário de crise, por exemplo - essa estratégia pode ser útil. Suponha que determinada ação esteja atualmente a 40 reais. Se o investidor a vender hoje e comprar uma opção de compra com o mesmo preço de exercício, pagando um prêmio de 2,51 reais, ele terá lucro caso a ação caia abaixo de 37,49 reais. Caso chegue a 30 reais, o investidor pode recomprá-la a esse valor mais baixo, embolsando 7,49 reais. Sem essa operação, sua carteira teria se desvalorizado 25%. Com o valor embolsado pela operação, essa queda passa a ser de cerca de 6%.

Se, no entanto, o preço das ações acabar subindo, o investidor poderá exercer a opção e recomprá-las pelo mesmo preço em que as vendeu. Sua perda máxima, portanto, será o valor do prêmio pago. O "sinistro" (a queda) não ocorreu, mas o investidor ficou protegido. Se a venda tiver sido feita "a descoberto", com ações alugadas, o prejuízo incluirá também o valor do aluguel.

Comprando uma opção de compra


A simples compra de uma opção de compra, por outro lado, é uma maneira de aumentar a exposição a uma ação que deve se valorizar, se resguardando, ao mesmo tempo, em caso de queda. Caso o investidor acredite que determinada ação vai subir, mas não quer apostar suas fichas nela naquele momento, ele pode comprar uma opção de compra com o preço de exercício atual.

Se a valorização ocorrer, ele poderá exercer a opção para comprar a ação mais barato. Se, por outro lado, houver desvalorização, a opção não é exercida e "vira pó", conforme o jargão do mercado financeiro. O investidor pode ou comprar a ação mais barato, caso ainda deseje obtê-la, ou simplesmente não comprar. Seu prejuízo máximo será o valor do prêmio pago pela opção.

Novamente, a alta deve compensar o valor do prêmio. Seguindo o mesmo exemplo anterior, se a ação que hoje vale 40 reais for a 45 reais na data de vencimento da opção, o titular de uma opção de compra com preço de exercício de 40 reais e prêmio de 2,51 poderá exercê-la e, com isso, deixará de gastar 2,49 reais. Caso a mesma ação caia a 35 reais, no entanto, o investidor não exerce a opção e pode comprar a ação a preço de mercado ou simplesmente não comprá-la. Terá perdido apenas os 2,51 reais de prêmio.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O que fazer se plano de saúde não paga tratamento





São Paulo – Os mais de 60 novos procedimentos que as operadoras de planos de saúde deverão cobrir acabaram de entrar em vigor e, nessa fase de adaptação, os pacientes devem se precaver para não ficar sem atendimento rápido. O cliente de qualquer plano de saúde contratado desde 1999 a quem for recusado o pagamento das despesas de um tratamento – seja desses 60 novos procedimentos ou daqueles que já eram obrigatórios para todos os planos – têm todo o direito de reclamar.

Para que o paciente não passe sufoco na hora da emergência, a primeira dica é buscar informação sobre quais procedimentos são cobertos ou não pelos planos de saúde. “O site da ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar] tem tanto explicações sobre os procedimentos cobertos quanto explicações sobre detalhes técnicos do convênio de maneira didática”, afirma Gisele Friso, advogada da G.Friso Consultoria Jurídica.
Mas mesmo com os planos e clientes bem informados, pode haver demora na liberação de procedimentos. A advogada especialista em direito do consumidor dá dicas de como agir nessa situação.
1- Em caso de emergência, corra para a Justiça
Quando há um caso muito grave de saúde ou risco de morte, se o convênio médico não liberar um procedimento, o próprio paciente ou os familiares podem entrar com um pedido de liminar na Justiça com a ajuda de um advogado. Para casos mais graves, a concessão costuma ser imediata. Quando não há risco de morte, a liminar pode demorar dois ou três dias para ser apreciada.
A partir do momento que a liminar é concedida, o convênio deve liberar o procedimento na hora, correndo risco de multa diária fixada pelo juiz, que é paga diretamente para o consumidor.
Para procedimentos rotineiros e não emergenciais, é possível ingressar com uma ação. O problema é que nesses casos há uma demora na decisão judicial. Segundo Gisele Friso, depende muito do Estado e da comarca em que a ação é aberta. “Já vi decisões saírem em seis meses, mas isso é exceção. O normal é que demore entre um e dois anos”, afirma.
2- Reembolso também é alternativa
A melhor opção é sempre tentar fazer com que o convênio cubra os procedimentos pela Justiça. Em alguns casos, porém, não há tempo para esperar uma liminar. Em emergências extremas, é melhor pagar o procedimento do próprio bolso e tentar um reembolso, também é opção. A ação para ter o dinheiro de volta, porém, também pode demorar mais de um ano, sem garantia do resultado. O paciente deverá, nesse caso, provar a negligência do convênio.
3- Procure apoio em órgãos reguladores e de defesa
Se o caso não for urgente, outro caminho a seguir é reclamar diretamente na ANS e no Procon de sua região, que podem ajudar na resolução com o convênio. Mesmo nos casos de emergência, após liminar concedida, a recomendação é que o paciente formalize também uma reclamação na ANS, que elabora anualmente um ranking dos convênios mais reclamados e contabilizará todas as pendências.
4- Após resolver o problema, busque outros direitos
Se a pessoa procurou a Justiça e teve gasto com honorários advocatícios para conseguir algo que já era seu direito, ela tem uma chance de conseguir ser ressarcida. O pedido para que o convênio médico cubra essa despesa extra deve ser feito na própria ação. Porém, não há uma lei que determine a obrigatoriedade desse ressarcimento e deferir ou não o pedido fica a cargo do juiz.
5- Escolha bem seu plano
A melhor maneira de evitar dores de cabeça é escolher bem seu convênio médico. Tanto sites oficiais como o da ANS e do Procon, quanto páginas como o Reclame Aqui, podem dar uma boa pista de quais convênios cumprem a lei (e o contrato) ou não.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Seguro de vida: renda complementar à previdência



São Paulo - Antigamente, o seguro de vida não era muito bem-visto pela população. A maioria das pessoas acha que quem paga pelo serviço não estará mais vivo na hora de receber o prêmio. Além disso, muito se fala sobre histórias de beneficiários de um seguro de vida que assassinaram o contratante para ficar com o dinheiro da apólice. Hoje em dia, no entanto, esse tipo de segurança é encarado cada vez mais como um complemento financeiro para o futuro de quem o contrata e também de seus dependentes.

Isso porque o seguro de vida não é acionado apenas em caso de morte de titular em benefício de seus dependentes. Em geral, esse serviço cobre também situações como invalidez por acidente e doença grave ou terminal. É possível contratar, por exemplo, um seguro de vida a partir do primeiro dia de vida até os 75 anos de idade, naturalmente obedecendo às necessidades do segurado em cada fase de sua vida.

A ideia é que, ao assinar o contrato do seguro de vida, a pessoa tenha acesso a uma garantia financeira imediata. E quanto mais prevenida uma pessoa é, mais segurança terá para lidar com as adversidades da vida. Mas e qual seria a idade ideal para contratar um seguro? "O momento ideal é quando se tem pessoas que, na sua falta, serão penalizadas, sejam elas pais, cônjuges ou filhos", aconselha Luiz Barsotti, diretor comercial da MetLife, empresa que oferece soluções em seguros de vida.

O problema, explica Luiz, é que, como os jovens raramente têm problemas de saúde, acabam encarando o seguro de vida como algo supérfluo diante de outras despesas mais urgentes. Mas uma opção precoce pelo produto pode compensar financeiramente. "Quanto mais cedo alguém começa a pagar um seguro de vida, mais barato ele será", diz Barsotti. Para o executivo, alguém que entra no mercado de trabalho já deveria começar a pensar no assunto.

Mesmo que o jovem não tenha grandes planos de constituir uma família, a verdade é que o seguro pode se transformar em uma boa opção para juntar um bom pé de meia para o uso próprio no futuro. "Existem jovens que já contratam esse tipo de seguro com o objetivo de manter a independência econômica, estabelecer a qualidade de vida e, da mesma maneira, chegar protegido à terceira idade", conta Humberto Madeira, diretor regional comercial da Prudential do Brasil, empresa especializada em seguros de vida.

Cálculo do Prêmio

A configuração do pacote do seguro e suas respectivas coberturas variam de seguradora para seguradora. O cálculo pertinente ao prêmio a ser pago pelo serviço também depende de uma série de fatores, analisados pelo corretor no momento da contratação.

De maneira geral, avalia-se a idade, a condição financeira, o estado de saúde e até mesmo riscos envolvidos em atividades esportivas praticadas pelo contratante ou pertinentes a sua profissão. Segundo Madeira, na Prudential trabalha-se com porcentagem máxima de comprometimento da renda líquida do contratante, que é 5%, podendo ser mais ou menos, de acordo com cada caso.

Tipos de seguro de vida

Existem várias configurações disponíveis no mercado de pacotes de seguro de vida. Uma delas é quando o seguro é estruturado em regime de "mutualismo", conforme informações da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Neste caso, o contratante do seguro paga o prêmio com a intenção de indenizar aqueles que serão atingidos pelo "infortúnio", ou seja, situações de invalidez ou morte.

Se por ventura esse tipo de seguro for contratado por cinco anos, por exemplo, e absolutamente nada acontecer com o contratante, a Fenaprevi alerta que "não há direito a quaisquer tipos de devoluções dos prêmios pagos para o custeio do seguro nem de recebimento de capital segurado". 

Mas existem outros tipos de configurações, mais modernas e sofisticadas,  que podem se tornar uma boa ideia de acúmulo de renda para o futuro. Segundo Madeira, a Prudential, por exemplo, oferece produtos como o chamado seguro "Temporário", outro denominado "Vida Inteira" e mais um conhecido como “Dotal”.

No primeiro caso, como o próprio nome já explica, o período de vigência do contrato é estipulado por um prazo definido, geralmente de um a cinco anos, e, quando este prazo vencer, a apólice pode ser renovada automaticamente, se assim o segurado desejar.

Mas é bom que o consumidor se mantenha alerta e preste atenção nos termos desse contrato, que pode sair mais caro. Imagine um indivíduo de 25 anos que tenha contratado o seguro por um período de cinco anos. Quando ele chegar aos 30 e optar por renovar o contrato, passará a pagar o prêmio referente à idade atual - e não à idade com a qual primeiramente assinou o contrato. Como a idade avançada é um dos fatores que mais tornam oneroso um contrato de seguro de vida, esse indivíduo pode acabar com um gasto representativo à medida que o tempo passa.

Situação que pode não se repetir no outro tipo de seguro, que é o "Vida Inteira". Nessa modalidade, se a pessoa contratar um seguro de vida que vigore a partir dos 25 até os 60 anos de idade, o valor do prêmio será sempre referente à idade na qual o serviço foi anteriormente contratado – apenas com as devidas correções monetárias. Uma idéia interessante para quem quer usar o capital segurado para complementar a renda da previdência no futuro.

Ao chegar à idade-limite, que, neste exemplo, são os 60 anos, o segurado tem opções de como prefere usufruir do capital segurado. Uma delas é resgatar parte do capital para complementar a renda, enquanto a outra parte permanece na apólice e garante a cobertura do seguro de vida até o fim da vida. Outra opção é resgatar este capital por completo, abrindo mão do seguro de vida. "Neste caso, acaba-se por acumular reservas financeiras, que podem, até mesmo, complementar a previdência da pessoa", diz Madeira, da Prudential.

A terceira modalidade de seguro de vida, o “Dotal”, funciona exatamente como o seguro temporário, no entanto, o segurado tem o direito de resgatar o capital segurado quando o contrato chegar ao fim. “Neste caso, encerra-se o seguro e resgata-se o capital segurado”, explica Madeira.

As variações entre as modalidades de seguro de vida são inúmeras e cabe ao consumidor analisar qual tipo de contrato é mais adequado a suas necessidades e de seus dependentes.  Deve-se, portanto, prestar muita atenção na vigência e termos do contrato e na evolução do valor do prêmio ao longo dos anos.

Também pode fazer grande diferença a opção por um contrato que estipule um preço de apólice para cada ano de vida e outro que trabalhe com valores baseados em uma faixa etária. Segundo Barsotti, da MetLife, nas cobranças por faixa etária, por exemplo, o indivíduo é cobrado pela idade do meio de cada faixa.

Ou seja, se enquadrado na faixa dos 31 aos 35 anos, por exemplo, o segurado pagará prêmio referente aos 33 anos. Segundo simulações da MetLife, o valor do prêmio nesta faixa é de, aproximadamente, 40 reais mensais. Ao passar para a faixa etária adiante, ou seja dos 36 aos 40 anos, esta pessoa irá pagar o valore referente à idade de 38 anos. Nesse enquadramento, o valor do prêmio já chega a cerca de 60 reais – um aumento de 50%. Já em uma simulação cuja cobrança é calculada ano a ano, os reajustes são pequenos, de cerca de 8 a 10% ao ano.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cinco dicas para escolher um bom plano de saúde





São Paulo - Ter ou não um plano de saúde não é uma trivial. Não contratá-lo implica no risco de ter que enfrentar as filas e o atendimento ruim do serviço público ou então desembolsar o dinheiro necessário para arcar com os custos altos de hospitais particulares, laboratórios e consultórios médicos. Já permanecer segurado ao longo da vida significa gastos cada vez maiores porque os valores cobrados das pessoas mais velhas é bem maior.


Para especialistas, os preços da contratação de serviços particulares de saúde tornam muito elevado o risco de não contratar um plano. Veja abaixo quais pontos devem ser observados com cautela para que o seguro de saúde não comprometa sua renda mensal ou lhe deixe na mão quando chegar o momento de fazer uso dos serviços: 

1 - Prefira planos coletivos

Muitas empresas oferecem aos seus colaboradores seguro de saúde corporativo, que podem ser uma boa alternativa para economizar ao invés de se arriscar a pagar mais caro ao contratar um seguro individual. Segundo Solange Palheiros, diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), planos coletivos, empresariais ou não, são mais baratos que os individuais. 

"Ele (plano coletivo) é sempre mais barato que o individual. Se for um coletivo empresarial, é provável que o custo seja ainda menor", aponta Solange. Isso acontece porque os seguros individuais contam com uma configuração mais especializada, enquanto que, no caso dos seguros de saúde coletivos empresariais, quem determina qual o modelo do produto é a empresa.

Ela considera ainda que, mesmo se compararmos dois produtos iguais, um de caráter individual e outro coletivo, é muito provável que, ainda sim, o coletivo seja mais econômico para o consumidor. Para quem trabalha em empresas que não oferecem esse benefício aos colaboradores, uma possível solução é procurar entidades de classe como sindicatos e verificar a existência de planos coletivos.

2 - Verifique a qualidade da rede 

"Qual a distribuição da rede? Qual o tamanho da rede coberta pelo seguro?". Essas são duas perguntas que devem ser feitas pelo segurado antes da contratação do plano, de acordo com Solange, da FenaSaúde. 

Desta maneira, evita-se surpresas desagradáveis ao precisar de serviços médico-hospitalares e ter o pedido negado na porta do hospital porque o seguro não cobre atendimento naquele local.


3 - Avalie a burocracia na prestação de serviços

Outro ponto de extrema importância é o nível de burocracia que o plano exige na hora de fazer uso de seus serviços. "É imprescindível que se observe quais as facilidades e dificuldades que o seguro oferece", pontua Solange. 

É comum que algum plano exija que o segurado peça autorização prévia para que se realize certos procedimentos. A dica é que o consumidor atente para esse ponto e saiba exatamente que tipo de autorização deve solicitar, em quais ocasiões e se o processo é simples e eficaz ou demorado e desgastante. Conseguir marcar consultas, realizar exames e passar por cirurgias rapidamente pode evitar que doenças com tratamentos relativamente simples se transformem em um risco real para a pessoa.

4 - Consulte a pontuação da operadora no site da ANS

O consumidor deve consultar no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta as atividades das operadoras da saúde, qual é o Índice de Desenvolvimento em Saúde Suplementar (IDSS) de determinada empresa.

O IDSS analisa e classifica as empresas somando quatro indicadores: satisfação dos consumidores em relação aos serviços prestados, estrutura de assistência da operadora, a situação econômico-financeira da operadora e a atenção à saúde, que nada mais é que o valor que a seguradora dá a saúde preventiva de seus clientes.

O site da ANS também permite a consulta de informações sobre o que diz a lei em relação aos serviços que devem ser prestados pelas operadoras. Além da consulta pela internet, o consumidor também pode ter acesso à ANS pelo telefone             0800-7019656      .  

5 - Preste atenção na cobertura obrigatória

Segundo Solange, da FenaSaúde, as operadoras são obrigadas por lei a oferecer algumas coberturas. O plano ambulatório-hospitalar, por exemplo, é item obrigatório em qualquer contrato de cobertura. Outro ponto no qual não existe discussão é com relação às doenças que fazem parte da lista CID-10, elaborada e constantemente atualizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).