segunda-feira, 30 de maio de 2011

Seguradoras discutem o cliente do futuro



Data: 25.05.2011 - Fonte: O Globo

Luciana Casemiro


Congresso do setor debate produtos, estratégia de comunicação e modelos de regulação para incluir novos consumidores



A saída de 20 milhões de brasileiros da linha de pobreza está revolucionando a economia do país. Esses novos consumidores estão no centro da atenção de vários setores, inclusive o de seguros. Mas novos consumidores trazem novos problemas. De 2009 para 2010, aumentou em 34% o número de queixas sobre o setor enviadas a esta seção. Este ano, a maior parte das 125 reclamações encaminhadas até agora (66%) diz respeito a serviços mal prestados e pedidos de esclarecimentos. É justamente "O consumidor do futuro" o tema da 5ª Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização (Conseguro), que acontece nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília. A ideia é discutir cenários, regulação, novos produtos e como descomplicá-los para esses novos clientes.


- Esse consumidor de amanhã terá outro modo de vida, a sociedade está mudando. Queremos enxergar essas mudanças, entender o que o consumidor quer e fazer com que ele nos entenda. O empresário consciente sabe que comunicar não é simples e que seu negócio depende disso. Estamos trabalhando nessa direção com a Susep (órgão regulador), estudando a adoção de resumos, glossários, simplificação de contratos e a modelagem mais adequada para microsseguros para esse novo público - explica Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg).


Treinamento de vendedores e educação financeira estão nos planos das empresas




Segundo Solange, os empresários estão conscientes de que a informação clara e ostensiva é, sem dúvida, o maior desafio do setor. O fato de o varejo ser a porta de entrada desses novos consumidores no ramo de seguros, no entanto, é um complicador, na avaliação de Renata Reis, técnica do Procon-SP.


- O consumidor sai de casa para comprar uma geladeira e acaba lidando com várias negociações diferentes: em primeiro lugar, a compra do produto; em segundo, se não tiver dinheiro para pagar à vista, com o financiamento; em terceiro, garantia estendida; em quarto, seguro-desemprego; e algumas vezes, até com uma quinta operação, uma capitalização. Isso é diferente de quando você vai fazer um seguro de vida, pesquisa, conversa com amigos, vai a um órgão de defesa do consumidor para avaliar o contrato. Na hora de comprar a geladeira, você precisa do produto e não pode voltar depois, e o vendedor, que é comissionado, treinado para vender a geladeira, bater meta, não explica o funcionamento do seguro. Já tivemos casos aqui de seguro-desemprego incluído em prestação de aposentado - conta Renata.



Treinamento de vendedores é uma das estratégias que o mercado estuda para melhorar a comunicação com o consumidor. Outra é educação financeira, com o projeto Estou Seguro, concebido a partir de um convite da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a importância do seguro como instrumento de organização financeira. Para conhecer melhor esse novo mercado, a CNSeg realizou um levantamento nas comunidades Santa Marta, Chapéu Mangueira e Babilônia, no Rio, entre março e outubro de 2010. Segundo a pesquisa, os produtos de maior interesse para os moradores locais são seguro de vida, funeral, saúde, automóvel, motocicleta, residencial, acidentes pessoais e desemprego. O estudo mostrou ainda que 21,6% dos moradores dessas comunidades têm algum tipo de seguro, sendo 45% destes pagos pelo empregador. Risco de incapacidade física, desemprego e acidente foram apontados como as principais preocupações dos entrevistados.


Em diagnóstico do setor realizado pelo Centre for Financial Regulation and Inclusion (Cenfri), instituição sul-africana que formula modelos de regulação financeira para inclusão social, o microsseguro (voltado à população com renda até três salários mínimos) é um importante instrumento para garantir a sustentabilidade de políticas sociais que visam à ascensão das camadas mais pobres da população. Segundo o coordenador da pesquisa, Hennie Bester, estima-se que 33 milhões de pessoas tenham entrado no mercado brasileiro de seguros.


- Essas pessoas (que saíram da linha de pobreza) estão gastando mais e contraindo dívidas, mas não estão poupando. Ou seja, esses ganhos estão em risco e, se esse grupo não começar a usar serviços do mercado financeiro agora para garantir suas conquistas, continuará recorrendo a programas como Bolsa Família para se manter, principalmente na aposentadoria - avalia Bester.



Nos últimos dois anos, o mercado de seguro registrou um crescimento forte, de 10,4% em 2009 e de 14,2% em 2010, percentual em que estão todas as modalidades de seguro, incluindo o de saúde.



Para Procon-SP, o mais importante é a informação dada na hora da venda



Nos dois dias da conferência, especialistas nacionais e internacionais debaterão, em 12 painéis, cenários futuros para essa nova realidade. A discussão não ficará restrita aos seguros populares e ao envelhecimento da população: seguros de garantia e a questão do meio ambiente, com seguros contra catástrofes, também entrarão na pauta. Solange ressalta que isso já pode ser visto, quando se considera as enchentes no Vale do Itajaí ou o estrago feito pelas chuvas na Região Serrana do Rio. Mas a ideia, assegura o coordenador do evento, Pedro Bulcão, é pensar o setor e o consumidor daqui a 15 ou 25 anos.


- A regulação, por exemplo, deveria incorporar nos seus objetivos o impacto que as regras causam no dia a dia do consumidor. Hoje, num seguro de vida, pelo qual se paga R$15 por mês, o consumidor está arcando com análises desnecessárias, como, por exemplo, se é uma pessoa envolvida com políticos ou se há risco de a operação ser uma lavagem de dinheiro. Há outras questões maiores, como exigência de reserva de capital das empresas, o que leva à concentração de mercado, menos alternativas para o consumidor e preços mais elevados. O Brasil está se transformando, precisamos repensar o modelo - destaca Bulcão.


A Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor foi a primeira entidade do segmento a se inscrever na conferência. Gisele Rodrigues, técnica de seguros da Proteste, diz que o produto é estratégico para o consumidor, ainda mais com a mudança do perfil da sociedade, que vem envelhecendo:


- Queremos saber como o mercado está vendo o consumidor, o que pretende ofertar. O principal obstáculo do seguro é o juridiquês. Um contrato de seguro de casa e de carro é enorme, as cláusulas são muito técnicas. É preciso entender a importância do seguro, como ele funciona, como e quando se tem direito a ele e o que o leva à perda da cobertura. Campanhas e cartilhas são bem-vindas.

Já Renata, do Procon-SP, apesar de considerar a simplificação do contrato e materiais de apoio importantes, defende que o fundamental é a prática na hora da venda:


- Melhorar o contrato, fazer cartilhas não resolve. Na hora da venda, o consumidor está olhando nos olhos do vendedor e acreditando no que ele diz. Por isso, estamos mais atentos às práticas, em como essa oferta está sendo feita, o que foi informado e o que se deixou de informar. Esse consumidor novo é a galinha dos ovos de ouro. Ele precisa entender sua importância e exigir que as empresas falem sua língua.



quinta-feira, 24 de março de 2011

                                             
                            7 ATITUDES PARA VENCER A CRISE DO DIA DIA


1ª Atitude (Conhecer o problema)



Aflições, dificuldades, problemas fazem parte de nossa vida. Quando chegamos à buscar a religião não estamos adquirindo uma apólice de seguro contra os problemas da vida. Ainda temos de enfrentar todas as dificuldades que aparecem. A única coisa que se modifica é que agora possuímos uma base de apoio e temos Alguém a que recorrer para obter força e auxílio.


Um ponto fundamental para vencer o problema é conhecer o mesmo. Um lutador, por exemplo, sempre antes de uma luta, procura conhecer os pontos fracos de seus adversários, de outra maneira seria facilmente derrotado.


Quando escondemos um problema não significa dizer que ele não exista, pelo contrário, ele sempre terá espaço para agir, pois se não há reconhecimento jamais haverá ação para neutralizá-lo.


Se conhecermos contra quem estamos lutando poderemos agir com as armas certas. Se for contra o fogo usaremos água, se contra uma inundação usaremos barcos.


Procure saber o que causou o inicio da crise para saber como combater, fique atendo aos detalhes, pois é sempre neles que estão as maiores dificuldades de reconhecimento.


Quando o problema foge da ordem natural, daí então é momento de usar a fé, porém sem deixar de lutar. Reconhecer o problema é lutar contra ele e não se acomodar esperando que alguém o resolva.



2ª Atitude (Manter a calma)



Em todos os momentos da nossa vida, estamos sujeitos a ter de enfrentar situações adversas que vão além da nossa capacidade de controle, porém, isso é fundamental para não errar na hora de agir.



Numa situação difícil jamais seja precipitado. Aguarde, sempre, um minuto antes de tomar qualquer decisão. Devemos ter em mente, no mínimo duas opções e escolher a melhor, a mais diplomática e utilize-a com categoria, sem pressa e com a maior calma possível.


Uma decisão tomada precipitadamente, na maioria das vezes, leva a pessoa a agir de maneira incorreta, colocando em risco todo seu futuro. Nem sempre a primeira porta que se abre é a saída, é necessário analisar cada situação e agir no momento certo.


Assim, o grande segredo nesse momento é não entrar em pânico perante o cenário contrário que os dias atuais apresentam.


Apesar de não ser nenhuma “marola”, é importante ter consciência que a crise também não será nenhum “tsunami”, que devastará tudo, é preciso cautela, atenção, muita disciplina e educação financeira.



“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus…” (João 14:1)


3ª Atitude (Enfrentar o problema)


Para conquistar um objetivo é necessário enfrentar as dificuldades existentes pelo caminho. Apenas no meio da guerra é que podemos enxergar as melhores oportunidades para a vitória, um médico só conhece a real situação do paciente após já estar no meio da cirurgia.


Aqueles que não enfrentam o problema sempre estarão reféns da situação, jamais conquistarão algo que possam satisfaze-las. São como as águas da chuva, vão para onde der. Na maioria das vezes acabam paradas e quando vem o calor/dificuldades elas secam.


Enxergar as oportunidades geradas pela situação financeira mundial é fundamental para o sucesso diante a crise. Neste período de recuperação da economia, vencerão aqueles que souberem ver as melhores oportunidades de negócios, ou seja, enfrentar o problema de frente.


Quando se tem certeza do esforço realizado também há certeza da vitória. Não fique dependendo de resultados alheios para trazer a sua conquista. Vitória sem luta é triunfo sem glória.


O tamanho do problema é diretamente proporcional à sua capacidade de influir no resultado. A crise só assusta os que estão acomodados. Para aqueles que tem coragem de enfrentar dificuldades, tamanha turbulência não passa de um novo e importante desafio.


“… não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar;… o SENHOR é conosco; não os temais.” (Números 14:9)



4ª Atitude (Estratégia)


Usada originalmente na área militar, esta palavra hoje é bastante usada na área de negócios. A maioria das pessoas que sofrem em meio à crise são por conta de estarem despreparadas para a “guerra”. Ficam paradas esperando uma direção para correr.


Porem quando se busca uma estratégia para vencer aumentam em muito a possibilidade de que os resultados esperados sejam finalmente alcançados.



Não basta escrever um amontoado de atividades se não resolver o que é prioridade e realmente necessário para o processo, ou seja, para se ter uma boa estratégia é preciso cumprir uma série de etapas e acompanhar cada uma delas corretamente para não deixar que algo saia errado.



Considera-se que apenas fazer o que outros fazem, mas com maior eficácia operacional, não é propriamente ter uma estratégia. Para ter uma estratégia, precisamos atuar de forma diferente, com inteligência e planejamento.



Não existe estratégia ruim. Existe o erro estratégico. Este sim custa muito caro às empresas e pessoas.



Portanto para se ter uma estratégia, observe o ambiente e as suas variáveis. Enxergue os possíveis resultados e planeje tudo para alcançá-los. Atue diretamente sobre cada uma das etapas e acompanhe de perto as pessoas, buscando a perfeição estratégica absoluta a cada passo. E não se esqueça de manter sempre o foco no resultado.



Desta forma as chances de alcançá-los serão muito maiores.



“Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus;… Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.” (1 Coríntios 9:20-22)



5ª Atitude (Olhar pra frente)



Fisicamente somos feitos para olhar para frente. Andar olhando para trás é perigoso. Pode-se tropeçar. Pode-se entrar em buracos. E pior ainda, pode-se perder a direção.



As pessoas que voltam seu olhar para trás perdem o gosto de viver e de sonhar. Ficam contando histórias, repetindo fatos, lembrando feitos. Nada resolve. Quando acabam os sonhos as pessoas vivem de lembranças.



Aprender a observar o futuro transforma você numa pessoa especial. Quando vê o que quase todos vêem, deixa de ser alguém especial e vira maioria, e a maioria, infelizmente, é muito limitada.



Ver além do horizonte cria a competência necessária para aproveitar as oportunidades no meio das ameaças. Para as pessoas comuns, o ano de 2015 é um acontecimento do futuro; para aqueles que enxergam a frente, acontece hoje, pois sabem que o futuro é conseqüência do presente.

O sucesso tende a levar à acomodação. Pior ainda: leva à idéia de que as razões que nos fizeram vencer no passado vão continuar nos conduzindo ao pódio. Bobagem, olhar para frente faz com que o indivíduo sempre esteja alerta para aproveitar as oportunidades. Ele consegue ver além do horizonte, pois enxerga como o mundo pode vir a ser.

Quando as pessoas não enxergam adiante, têm de pagar por sua falta de visão. Pagam com suas empresas, seus empregos, amores, momentos de felicidade, coisas que só valorizam depois que perdem.



“Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova…” (Isaías 43:18-19)



6ª Atitude (Tentar até conseguir)



O DOMADOR DE PULGAS



Era uma vez… um jovem que ficou maravilhado ao ver um show circense. Um homem se auto-intitulava: “O domador de pulgas”.



Ele batia com um lápis num jarro de vidro destampado com várias pulgas. Elas pulavam, mas não saíam jarro. Ele batia mais forte ainda, e as pulgas não pulavam para fora do jarro.



- Não pode ser truque, retrucava sua mente crítica; eu posso ver tudo através da lente de aumento gigante que fora instalada para o show. Desnorteado e incrédulo, ao final do show, lá estava ele diante do domador de pulgas:



- Parabéns! Eu nunca tinha visto nada igual. Mas, por favor, diga-me qual é o truque.



- Não existe truque algum, meu jovem. Pulga é igual ao ser humano. Coloquei-as dentro do jarro, tampei-o, usando um anteparo transparente, e bati fortemente na lateral do jarro, com o lápis.



As pulgas, desesperadas para fugir, pulavam com toda a força e projetavam seu corpo no anteparo. Com o tempo, observei que elas não tocavam mais o anteparo. Assim sendo, elas foram se acomodando e não mais pularam com toda a impulsão. Aí, foi só retirar o anteparo. A partir de então, elas não mais ousaram pular para fora.



- Até aí, eu entendi tudo. Mas o que pulga tem a ver com o ser humano?



- O ser humano tenta uma, duas, três vezes. Depois, ele não ousa tentar mais, acomoda-se, acostuma-se com aquele espaço e, mesmo provocado, não consegue sair sua vidinha limitada pela prisão mental imaginária. Fica estagnado e confinado, lamentando a sorte e o destino!



7ª Atitude (Colocar em prática)



De que vale ter todo um conhecimento teórico se na hora da prática a pessoa fica acuada?



A única maneira de conhecermos o real poder de mudança que temos em mãos é agindo. Um cirurgião novato pode ter o mesmo conhecimento técnico de um veterano, mas o veterano tem prática. É diferente saber operar um coração e já ter operado vinte vezes. Certamente o veterano saberá lidar melhor com as surpresas no momento da cirurgia.



Se hoje você não age para solucionar os problemas da sua casa, loja, empresa, ou qual seja sua fonte de renda, como poderá expandir seus negócios e lidar com as surpresas econômicas que surgem no dia-a-dia?



As atitudes que hoje tomamos para solucionar nossos problemas nos tornam mais experientes para resolver situações maiores amanhã. Se não há prática sempre ficaremos olhando os mesmos problemas como se fossem gigantes.



O que mais temos visto na sociedade são pessoas que mesmo sem qualquer formação, mas com ação prática tem vencido, enquanto outras, formadas, cheios de conhecimento esperam cair do céu um reconhecimento que não virá sem que exista a execução de tudo o que aprenderam.



Você está colocando em prática tudo o que Deus tem lhe ensinado ou tem ficado na teoria?



Os ensinamentos de Deus não foram feitos para ficarem engavetados ou trancafiados em armários, mas sim para serem colocados em prática. Somente agindo é que as promessas de Deus deixarão de serem teorias em sua vida.



Somente através de ATITUDES PRÁTICAS é possível vencer as dificuldades vigentes no mundo atual. A prática nos encoraja.



Espero que tenha conseguido me expressar da forma que seja didatico a todos , Pois meu grande interesse e que vocês que lerem vejam que TUDO PODE TUDOO .
Então amanha acorde mais forte que a estrela do NORTE e  TUDO NOVO DE NOVO !!!

Ricardo Nunes
Dir.Comercial
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quinta-feira, 3 de março de 2011

VOCE BATEU ATRAS DE UM CARRO . VOCE ESTA SEMPRE ERRADO ? VEJA QUE AS VEZES NÃO.



A 3ª Turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul negou pedido de indenização para o proprietário que sofreu batida na lateral traseira em seu veículo, reformando sentença.



Caso


Em 10 de abril de 2010 o condutor de um táxi Siena, colidiu na lateral traseira da esquerda do veículo Ômega, que ingressou na Comarca de Gravataí com ação de reparação de danos. Os réus efetuaram contrapedido de danos materiais e lucros cessantes, sustentando que o acidente ocorreu por culpa exclusiva do condutor do veículo do autor, que havia realizado uma manobra à esquerda sem dar sinalização. Também declararam que efetuaram a ocorrência, e que o condutor do Omega se ausentou do local pedindo para que a Brigada não fosse chamada por teria ingerido álcool.


Em 1º Grau, o dono do Ômega obteve reparação de danos materiais no valor de R$ 4,4 mil. A decisão foi revertida pela 3ª Turma Recursal Cível, ao analisar recurso dos réus proprietários do Siena.


Acórdão


Segundo o relator do recurso, Juiz de Direito Jerson Moacir Gubert, fica evidente a culpa do condutor do Ômega. Mais lógica é a versão dos demandados (réus), de que E. guinou para a esquerda, sem observar o fluxo dos veículos que tinham preferência, na faixa esquerda (do réu), o que explica o resultado danoso nos dois carros. Citou ainda contradição no depoimento de testemunha e conduta contrária aos artigos 34 e 35 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB):

Art. 34. O condutor que queira executar uma manobra deverá certificar-se de que pode executá-la sem perigo para os demais usuários da via que o seguem, precedem ou vão cruzar com ele, considerando sua posição, sua direção e sua velocidade.


Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.


Sendo assim, reverteu a decisão e o autor terá de indenizar os réus quanto aos danos materiais, com o menor orçamento no valor de R$ 4.470,00, além de R$ 720,00 por lucros cessantes do táxi.


Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

CUIDADO AO EMPRESTAR SEU CARRO ! ! !


Você sabia que o proprietário do veículo responde solidariamente com o condutor que causou o acidente?


Pois é, apesar de não existir previsão legal, a jurisprudência majoritária tem admitido à responsabilidade solidária do proprietário do veículo e do terceiro que conduzia e provocou o acidente.

A doutrina fundamenta a responsabilidade solidária do proprietário no dever de guarda e vigilância do veículo, pois o risco surge com o ato de emprestar o veículo a terceira pessoa.


Convém demonstrar algumas decisões;



ACIDENTE DE VEICULO - REPARAÇÃO DE DANOS - PROPRIETÁRIO E CONDUTOR RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA – RECURSO IMPROVIDO. O proprietário do veículo responde solidariamente pelos danos causados em acidente mesmo que não tenha sido o condutor. (Apel. s/ Rev. n° 959.673-0/3, rei. Des. RENATOSARTORELLI, 26a Câm.J. 23.10.06).



RESPONSABILIDADE CIVIL - ACIDENTE DE TRÂNSITO - LEGITIMIDADE PASSIVA - PROPRIETÁRIO - CONDUTOR DO VEÍCULO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA – EXISTÊNCIA - RECONHECIMENTO. Em matéria de acidente automobilístico o dono do veículo responde, em solidariedade, pelos atos culposos de terceiro. (Al 901.337-00/6 - 30a Câm. - Rei. Des. ALFREDO FANUCCHI - J. 13.7.2005).




Ação indenizatória - Acidente de trânsito – Culpa do co-réu evidenciada - Inobservância de sinalização de parada obrigatória – Cruzamento de via preferencial - Responsabilidade solidária da proprietária. (Ap. s/ Rev. N° 1.231.831-0/5, 26ª Câm., Rei. Des. ANDREATTA RIZZO, J. 28/01/09).



Então, cuidado ao emprestar o seu veículo e no caso de transferência de propriedade, não se esqueça de encaminhar ao órgão executivo de trânsito do estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.



Portanto, nunca entregue o documento do veículo sem antes tirar uma cópia autenticada do Certificado de Registro de Veículo (CRV) preenchido, datado e assinado, para que possa comunicar a venda ao Detran e evitar possíveis transtornos futuros decorrentes de multas ou crimes de trânsito.





terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Seguro pode pagar prejuízo de carro parado em enchente

Seguro pode pagar prejuízo de carro parado em enchente

Sem seguro e precisando do carro para trabalhar, o azulejista Florisvaldo de Souza desmontava seu próprio Gol 86 na manhã de anteontem, a um quarteirão da avenida Aricanduva. "Moro aqui há 30 anos. Estava trabalhando em um apartamento e não percebi que o tempo estava fechando. Fiquei bem no meio da enchente", disse. É a segunda vez que o mesmo carro acaba inundado.
Na sexta-feira à tarde, depois do temporal que atingiu principalmente a zona leste da capital, dezenas de carros ficaram boiando bem ao lado do rio Aricanduva. Mesmo com o motor atingido -mas Souza não ligou o motor durante a cheia, o que pode diminuir um pouco o prejuízo-, o azulejista diz que é possível a recuperação.
Quem passa pela mesma situação de Souza, pode recorrer ao seguro, se o carro estiver sob proteção. Hoje, as seguradoras costumam pagar o conserto de carros alagados, mesmo para seguros básicos contra roubo, colisão e incêndio.
Se o prejuízo não for muito grande, usar o seguro pode ser mais caro. Uma franquia de um carro novo ou seminovo deve ser maior que o custo para limpar todo o veículo. Em São Paulo, existem várias empresas que oferecem um serviço de higienização exclusivo para carros alagados. O custo da limpeza, para um carro atingido até o teto, sai por volta dos R$ 500.



Fonte : Folha de São Paulo

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SEGURO ATE 18 % MAIS BARATO

Seguro de carro até 18% mais barato




Data: 07.01.2011 - Fonte: Extra Online

Com a queda de 18% no número de veículos roubados no Estado do Rio em 2010, na comparação com 2009 - de 25.013 para 20.281 casos, segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) do Rio -, os seguros estão ficando mais baratos este ano. No mercado, algumas operadoras já estão baixando os valores de suas apólices, afirma Ronan Weber, diretor da Cardoso Weber Consultoria.

- Já vemos quedas de 5% a 8% em empresas como Porto Seguro, Azul e SulAmérica. Os preços nunca caem na mesma proporção do índice de assaltos pois há outros fatores que entram na conta - explica.

Mesmo que a redução dos preços não acompanhe a queda da criminalidade, esse item é o mais importante na hora de definir o valor do seguro:

- Se levarmos em conta dois clientes com o mesmo perfil, mas morando em bairros com índices de assaltos distintos, a diferença pode ir de 40% a 80% - explica Weber, dando como exemplo um caso real:

- Tenho três clientes com carros iguais. O seguro ficou em R$ 2.800 para o morador da Penha, R$ 1.300 em Vila Isabel e mil reais na Lagoa.

Depois do endereço, os itens que mais pesam na conta do seguro são a idade do motorista - quanto mais jovem, mais caro - e seu sexo - sendo sempre mais barato para as mulheres. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), os reajustes são realizados na renovação dos contratos, mas a superintendência não tem poder sobre os percentuais de aumento ou redução.

Os números de assaltos em 2010 são os menores desde 1996, quando foram roubados 17.570 veículos. Todavia, a frota do estado naquela época era de aproximadamente um milhão de carros, enquanto hoje é de cerca de cinco milhões.