sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


Como é calculada a aposentadoria do INSS
Aprenda como é feita essa conta e entenda por que o benefício costuma ser menor que o salário da ativa


São Paulo - Os trabalhadores do setor privado que contribuem para a Previdência Social têm direito a uma aposentadoria paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após atingir determinada idade ou tempo de contribuição. Porém, o valor desse benefício costuma ser bem menor que o salário dos tempos da ativa, principalmente para quem ganha acima do teto da Previdência, atualmente de 3.467,40 reais.

Mas por que isso acontece? Para entender o achatamento da renda mensal depois da aposentadoria, é preciso conhecer os complexos cálculos que determinam os valores dos benefícios. No 
site da Previdência Social é possível simular a aposentadoria a partir de variáveis como idade, tempo de contribuição e o valor da renda mensal ao longo dos anos.

Esses fatores determinarão a que tipo de aposentadoria o segurado terá direito. Para se aposentar por idade, as mulheres precisam ter atingido 60 anos de idade e os homens, 65. Já na aposentadoria por tempo de contribuição, o tempo mínimo exigido é de 30 anos para as mulheres e de 35 anos para os homens. Existe ainda a aposentadoria proporcional, válida apenas para inscritos na Previdência até dezembro de 1998. Essa terceira modalidade vem caindo em desuso e é extremamente desvantajosa para o segurado.

Valores


Para calcular o valor do benefício, primeiro é preciso calcular o salário de benefício, que corresponde à média aritmética simples dos 80% maiores salários de contribuição, corrigidos monetariamente desde julho de 1994. Vale lembrar que o valor do salário de contribuição é limitado ao teto da Previdência. Ou seja, quem ganha 2.000 reais, contribui sobre 2.000 reais. Mas o trabalhador da iniciativa privada que ganha acima do teto de 3.467,40 reais - e tanto faz se for 5.000 ou 10.000 reais - só vai contribuir sobre um percentual desse mesmo valor.

A partir daí já dá para entender alguns porquês da significativa redução da renda na aposentadoria. Primeiro, o teto é o limite para a contribuição e para o cálculo do salário de benefício. Segundo, o salário de benefício é resultante do cálculo de uma média salarial, que englobará valores distintos. Dificilmente os 80% maiores salários de contribuição da vida de uma pessoa serão todos equivalentes ao teto.
Cálculo segundo o tipo de aposentadoria

Mas ambos os tipos de aposentadoria possuem outras formas de redução. Na aposentadoria por idade, o valor do benefício equivale a um percentual do salário de benefício. Esse percentual é igual à soma de 70% mais 1% para cada ano de contribuição, até o limite de 100%. Parece complicado, mas é simples: quem contribuiu durante 30 anos ou mais receberá 100% do salário de benefício como aposentadoria, pois 70% + 30% = 100%. Mas se a pessoa atingiu a idade para se aposentar antes de completar 30 anos de contribuição, seu salário de benefício será reduzido.

É o que acontece com um homem de 65 anos de idade e apenas 28 de contribuição. Sua aposentadoria será igual a 98% (70% + 28%) do seu salário de benefício. Supondo que este seja de 3.000 reais, que é um valor realista para quem contribuiu pelo teto durante boa parte da vida, sua aposentadoria será de 2.940 reais. Se esse mesmo homem esperasse somente mais dois anos, se aposentaria com renda mensal de 3000 reais. O mesmo aconteceria com uma mulher que se aposentasse com 60 anos de idade e 28 de contribuição.

Já a aposentadoria por tempo de contribuição possui um polêmico redutor, o fator previdenciário, cujo fim chegou a ser aprovado pelo Congresso, mas foi vetado pelo presidente Lula. Na prática, esse fator penaliza o segurado que se aposenta muito jovem, ainda que já tenha atingido a condição para se aposentar por tempo de contribuição. Seu cálculo leva em conta a expectativa de vida do brasileiro segundo o IBGE. Sempre que essa expectativa sobe, os fatores reduzem proporcionalmente, e o trabalhador precisa se aposentar cada vez mais tarde para não sair prejudicado. Baixe a 
tabela atualizada do favor previdenciário do site da Previdência Social clicando em "Veja tabela do fator previdenciário".

Por trás da criação do fator previdenciário, entretanto, está uma justa tentativa do governo de equilibrar as contas. Afinal, para que as pessoas vivam aposentadas durante mais tempo, é necessário aumentar as receitas federais ou diminuir o valor do benefício. Um fator de redução estimula o segurado a se aposentar mais tarde e, por consequência, a contribuir por mais tempo, o que dá um pouco mais de fôlego à já deficitária Previdência Social.

No cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição, é obrigatório multiplicar o salário de benefício pelo fator previdenciário. Se este for maior que 1, o segurado sai ganhando, pois o valor de sua aposentadoria aumenta desde que não ultrapasse o teto. Se for menor que 1, que é normalmente o que acontece, o segurado terá seu benefício reduzido. Mulheres e professores do ensino básico do sexo masculino ganham cinco anos de bônus em seu tempo de contribuição, enquanto que professoras do ensino básico ganham dez. Só a título de exemplo, o fator é igual a 1 para pessoas que se aposentem com 64 anos de idade e 34 de contribuição.
Para se ter uma ideia do efeito do fator previdenciário, considere uma mulher com 58 anos de idade e 30 de contribuição. No cálculo do fator devemos somar cinco anos a seu tempo de contribuição, que passaria a valer 35. No ano de 2010, essas variáveis lhe garantem um fator igual a 0,811, o que significa redução no seu benefício. Se o salário de benefício for de 3.000 reais, a aposentadoria será de 2433 reais.

A situação ideal é a do segurado que preenche tanto o requisito de idade quanto o de tempo de contribuição, pois esse sujeito poderá escolher a modalidade de aposentadoria que lhe for mais vantajosa. Se a mulher do exemplo anterior esperasse mais dois anos, deveria se aposentar por idade, o que lhe garantiria 100% de seu salário de benefício, de 3.000 reais por mês. Isso porque para 60 anos de idade e 32 de contribuição (mais o bônus de 5 anos), o fator previdenciário é igual a 0,928, o que reduziria seu benefício numa eventual aposentadoria por tempo de contribuição.

Mas se essa mesma mulher resolvesse esperar mais quatro anos e se aposentasse com 62 anos de idade e 34 de tempo de contribuição, seu fator previdenciário chegaria a 1,068. Quando o fator é maior que 1, ele é aplicado mesmo na aposentadoria por idade. Nesse caso, em ambas as modalidades, o valor de sua aposentadoria seria elevado para 3.204 reais.

Parece pouco?

As diferenças podem parecer pequenas, especialmente para quem estava acostumado a um alto salário durante a ativa. E essa redução de renda vem acompanhada de um aumento em certas despesas, como plano de saúde e medicamentos. Por outro lado, a Previdência Social garante uma aposentadoria certa, além de benefícios em momentos de adversidade.
Conheça os benefícios do INSS.

Discussões em torno dos motivos para o aparente desequilíbrio nas contas do INSS não faltam: desigualdade entre o número de contribuintes e a quantidade de aposentados e pensionistas, má administração de recursos, diferenças brutais entre as aposentadorias dos setores público e privado, reajustes de salário mínimo e assim por diante. De qualquer maneira, o melhor é não depender exclusivamente da Previdência Social.

Fonte: Exame

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Saiba como funciona o seguro de viagem

São Paulo - Na hora de viajar, é imprescindível uma boa organização, seja para as férias em família ou uma viagem com mochilão sem rumo. Se o destino escolhido for fora do país, o planejamento deve ser redobrado, já que nem sempre os seguros contratados no Brasil terão valor.

Em muitos países, o seguro de viagem é um serviço oferecido por operadoras de turismo cujo objetivo é assegurar ao viajante assistência para momentos de aperto, como tratamentos médicos ou pagamento de fiança. 

Obrigatoriamente, um seguro desse tipo tem de oferecer proteção para riscos de morte acidental e invalidez permanente, total ou parcial. No entanto, com a diversificação das coberturas, atualmente existem outras vantagens para quem viaja sozinho, em grupo, em família ou a trabalho.

É possível, por exemplo, que o seguro cobre, além de possíveis despesas com saúde, problemas que o cliente possa vir a ter com extravio de bagagens, assistência odontológica emergencial, orientação no caso de perda de documentos  e até mesmo passagens de ida e volta para algum familiar em casos de urgência. 

Os preços da contratação de um seguro variam de acordo com as coberturas previstas pelo contrato, quantidade de dias de viagem e propósito da viagem. A idade é analisada apenas caso o passageiro tenha mais de 70 anos, casos em que os riscos de fatalidades relacionadas à saúde são muito maiores. 

Obrigatório ou não?

O Ministério das Relações Exteriores recomenda que, ao planejar sua viagem, o turista entre em contato com a Embaixada ou representação consular do país que pretende viajar, solicitando os detalhes com relação à obrigatoriedade ou não da contratação de um serviço de seguro de saúde, cobertura principal de qualquer seguro de viagem. Em Cuba, por exemplo, todo turista deve, impreterivelmente, contratar esse tipo assistência. É mandatório e fiscalizado em alfândega.
Já para países da Europa, signatários do Acordo Schengen (do qual fazem parte Áustria, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Portugal, França, Espanha, Alemanha, Suécia, Grécia, Itália e Islândia), a obrigatoriedade varia de país para país, mas, em via de regra, é necessário que o viajante tenha em mãos um seguro de saúde com cobertura mínima de 30 mil euros. Caso a cobertura contratada seja de valor inferior, o seguro não tem validade alguma, do ponto de vista das exigências destes territórios.

Segundo Roberto Roman, diretor de assistência da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), dificilmente na alfândega destes países é pedido que o turista comprove a contratação de um seguro. Porém, é melhor não bobear, pois, caso lhe seja solicitado o seguro de saúde na ocasião da entrada no país, o fato pode ser usado como uma desculpa para a deportação do turista ou ele pode ter sua entrada no país dificultada. 

Em países como Austrália e Estados Unidos, a contratação não é obrigatória. No entanto, em terras australianas, o seguro é requisito para estudantes. Roman lembra que nos EUA, na ocasião de uma eventualidade que faça com que o turista necessite de atendimento médico, o indivíduo terá de arcar com toda despesa pertinente ao atendimento. 

Casos de turistas que tiveram prejuízos consideráveis com despesas médicas em outros países são inúmeros. Quanto mais preparado o turista estiver, terá menos dor de cabeça ou prejuízo financeiro. O diretor da Braztoa conta o caso de um homem que viajou para Miami, num pacote turístico de sete dias, sem contratar seguro de viagem. Ao aterrissar no aeroporto local, passou mal e foi levado às pressas para o hospital. 

Depois de ter passado por uma bateria de exames e tratamentos médicos, foi diagnosticado com uma infecção urinária. "Nada muito sério", comenta Roman. Mas, ao sair do hospital, veio o susto: o turista teve de arcar com contas hospitalares que, juntas, somaram 15.000 dólares. Enquanto que, um seguro básico para os Estados Unidos, pelo período de sete dias, pode custar cerca de 62 dólares, com todas as coberturas básicas, incluindo despesas médicas e até mesmo gastos com medicamentos.

Para o Reino Unido, não é um requisito que o turista tenha um seguro de viagem para entrar no território. No entanto, o Consulado Britânico recomenda que passageiros contratem, previamente, um seguro de viagem que cubra possíveis despesas com atendimento médico.

 Segundo o órgão, caso o turista não tenha nenhum tipo de seguro e, apenas em casos emergenciais, precise vir a fazer uso dos serviços da rede pública de saúde, podem o fazer sem custo algum. Entretanto, o consulado adverte que todos os outros serviços relacionados aos tratamentos médicos são cobrados. 
Esportes radicais

Amantes de aventura  bem sabem que a adrenalina dos esportes radicais não vem de graça. A prática destas atividades é acompanhada por riscos, como os que se corre ao saltar de paraquedas, escalar uma montanha ou praticar snowboard.

 E é com foco nesse grupo que algumas seguradoras oferecem pacotes de seguros de viagem com coberturas específicas para acidentes relacionados a prática de esportes de alto risco. Segundo a corretora Ana Benites Badaró, sócia da Kalassa, especializada neste tipo de seguro, em ocasiões de eventos esportivos, os atletas participantes são obrigados a contratar um seguro especializado neste tipo de cobertura.

A precaução é exigida não apenas pelas autoridades do país, mas pelos próprios organizadores do evento. "Além disso, seguros viagem convencionais, contratados diretamente em agências de viagem, em via de regra, não cobrem acidentes causados pela pratica de esportes radicais", acrescenta Ana.

Com relação ao preço da contratação de um seguro de viagem direcionado às práticas esportivas,  tanto o cálculo quanto as coberturas que farão parte do pacote são estipulados de acordo com o perfil do contratante. De acordo com Ana, são analisadas uma série de variáveis como qual esporte será praticado e em que país. De maneira geral, o seguro de viagem para um período de dez dias nos Estados Unidos, por exemplo, pode custar, aproximadamente 355 reais.

Coberturas previstas por cartões de crédito

Operadoras de cartões de crédito também podem oferecer facilidades para seus clientes na hora de organizar uma viagem. Os cartões da rede Visa, por exemplo, reúnem uma série de benefícios que podem ser aproveitados pelo portador. Valores e coberturas dependem de qual cartão Visa é contratado pela pessoa e para que se possa colocar em uso tais facilidades, é preciso que o cliente tenha usado o cartão na hora da compra das passagens.

São quatro categorias de cartões (Classic, Gold, Platinum e Infinite) e o enquadramento do cliente em cada um deles depende de critérios estipulados pelas instituições bancárias, mas que envolvem renda mensal e perfil do portador. Todos oferecem serviços de assistência de viagem, que, como o conciérge, ajuda o cliente sanar toda e qualquer dúvida com relação ao país de destino, desde a cotação da moeda em relação ao real até a temperatura local e indicações de restaurantes. 

Outro serviço padrão em todos os cartões da rede é o Seguro de Acidente em Viagem. O valor da cobertura varia entre 75.000 dólares para o Visa Classic até 1,5 milhão de dólares no caso do Infinite. No entanto, as semelhanças entre as categorias terminam aqui, pois, naturalmente, quanto mais sofisticado o cliente, mais selecionada é a categoria na qual enquadra-se. 

Portanto, cliente Infinite conta com todas as coberturas convencionais de um seguro de viagem, mas via cartão de crédito e não seguradora. Para mais informações com relação às coberturas previstas aos portadores deste cartão acesse sua página na internet (
link para site).

Fonte: exame.com

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Dicas para um Carnaval seguro

A data preferida de nove entre dez brasileiros está chegando. Milhões de pessoas de todo o País saem de casa e caem na folia. Blocos, charangas, marchinhas e escolas de samba invadem as ruas de milhares de cidades. As estradas ficam lotadas de foliões e o cuidado para evitar acidentes deve ser redobrado. Para aproveitar a festa de Rei Momo e retornar para casa com segurança é importante controlar os excessos. Veja abaixo uma série de dicas para você se divertir com responsabilidade:

Na estrada

-A dica principal: se for dirigir, não beba. Se beber, não dirija. Isso parece óbvio, mas muita gente não segue essa dica. O álcool continua sendo o maior causador de acidentes automobilísticos.
-Revise o veículo antes de pegar a estrada. A visita a um mecânico ou a uma concessionária pode evitar dores de cabeça.
-Inclua na bagagem itens baratos que podem fazer a diferença para sair de um “prego”: garrafa de água para um possível aquecimento do carro, potes de óleos para possíveis vazamentos e um cabo auxiliar para carregar a bateria.
- Ao se deparar com acidentes de trânsito, mantenha a calma e sinalize o local com um triângulo ou um cone. Isso evita novos acidentes. Cheme o socorro e mantenha a vítima calma. Não execute primeiros socorros se você não for treinado, isso pode agravar a situação do ferido.

Segurança na festa

- Evite usar objetos que chamem atenção, como celulares e máquinas fotográficas.
- Saia sempre com uma cópia autenticada do seu documento de identificação.
- Leve apenas o dinheiro necessário para a folia.
- Se for curtir o carnaval com as crianças, coloque nelas um crachá ou pulseirinha com dados de identificação como nome, endereço e telefone da família. Além disso, não desgrude os olhos dos pequenos nem por um minuto.
- Em caso de assalto, não reaja e tente manter a calma. Depois, procure um policial para relatar o ocorrido.
- Se você vai curtir o carnaval com um grupo de amigos e vai ingerir bebida alcoólica, designe antecipadamente alguém da turma para ser o motorista e não beber álcool. Ou simplifique: voltem todos de ônibus ou taxi.

Saúde

- Tenha uma longa e boa noite de sono antes de cair na folia.
- Use roupas e fantasias leves e confortáveis.
- Beba líquido a vontade para hidratar o corpo, principalmente água, sucos de frutas e água de coco.
- Faça alongamentos antes ir para a festa para prevenir dores musculares no dia seguinte.
- Tenha sempre uma camisinha na bolsa ou carteira.

Alimentação

- Faça uma alimentação leve no período do carnaval. Coma bastante fruta, verduras e carboidratos para ter energia necessária para a folia.
- Evite comidas gordurosas, pois elas são de difícil digestão e você pode passar mal no meio da festa.

Deixe sua casa protegida

- O sigilo sobre a viagem é o mais importante. Não comente o assunto com ninguém que você não conheça.
- Deixe uma luz interna acesa. As luzes externas devem ficar desligadas, pois se estiverem ligadas durante o dia deixarão explícito que não há ninguém em casa.
- Peça para algum vizinho ou amigo recolher correspondências e suspenda a entrega de jornais e revistas.
- Não deixe jóias ou dinheiro em casa, mesmo dentro de cofres. Use cofres de bancos.
- Não coloque cadeado do lado externo do portão. Isso pode demonstrar a ausência dos moradores.
-Mais importante: contrate um seguro residencial e , se possível, instale algum dispositivo de segurança na sua casa.


fonte: Grupo Caixa Seguros

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


Cinco dicas para escolher um bom plano de saúde

Especialista lista pontos que devem ser observados com atenção pelo consumidor antes de contratar o serviço

São Paulo - Ter ou não um plano de saúde não é uma trivial. Não contratá-lo implica no risco de ter que enfrentar as filas e o atendimento ruim do serviço público ou então desembolsar o dinheiro necessário para arcar com os custos altos de hospitais particulares, laboratórios e consultórios médicos. Já permanecer segurado ao longo da vida significa gastos cada vez maiores porque os valores cobrados das pessoas mais velhas é bem maior (aprenda aqui como economizar com planos na aposentadoria). 
Para especialistas, os preços da contratação de serviços particulares de saúde tornam muito elevado o risco de não contratar um plano. Veja abaixo quais pontos devem ser observados com cautela para que o seguro de saúde não comprometa sua renda mensal ou lhe deixe na mão quando chegar o momento de fazer uso dos serviços: 

1 - Prefira planos coletivos

Muitas empresas oferecem aos seus colaboradores seguro de saúde corporativo, que podem ser uma boa alternativa para economizar ao invés de se arriscar a pagar mais caro ao contratar um seguro individual. Segundo Solange Palheiros, diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), planos coletivos, empresariais ou não, são mais baratos que os individuais. 

"Ele (plano coletivo) é sempre mais barato que o individual. Se for um coletivo empresarial, é provável que o custo seja ainda menor", aponta Solange. Isso acontece porque os seguros individuais contam com uma configuração mais especializada, enquanto que, no caso dos seguros de saúde coletivos empresariais, quem determina qual o modelo do produto é a empresa.

Ela considera ainda que, mesmo se compararmos dois produtos iguais, um de caráter individual e outro coletivo, é muito provável que, ainda sim, o coletivo seja mais econômico para o consumidor. Para quem trabalha em empresas que não oferecem esse benefício aos colaboradores, uma possível solução é procurar entidades de classe como sindicatos e verificar a existência de planos coletivos.

2 - Verifique a qualidade da rede 

"Qual a distribuição da rede? Qual o tamanho da rede coberta pelo seguro?". Essas são duas perguntas que devem ser feitas pelo segurado antes da contratação do plano, de acordo com Solange, da FenaSaúde. 

Desta maneira, evita-se surpresas desagradáveis ao precisar de serviços médico-hospitalares e ter o pedido negado na porta do hospital porque o seguro não cobre atendimento naquele local.
3 - Avalie a burocracia na prestação de serviços

Outro ponto de extrema importância é o nível de burocracia que o plano exige na hora de fazer uso de seus serviços. "É imprescindível que se observe quais as facilidades e dificuldades que o seguro oferece", pontua Solange. 

É comum que algum plano exija que o segurado peça autorização prévia para que se realize certos procedimentos. A dica é que o consumidor atente para esse ponto e saiba exatamente que tipo de autorização deve solicitar, em quais ocasiões e se o processo é simples e eficaz ou demorado e desgastante. Conseguir marcar consultas, realizar exames e passar por cirurgias rapidamente pode evitar que doenças com tratamentos relativamente simples se transformem em um risco real para a pessoa.

4 - Consulte a pontuação da operadora no site da ANS

O consumidor deve consultar no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta as atividades das operadoras da saúde, qual é o Índice de Desenvolvimento em Saúde Suplementar (IDSS) de determinada empresa.

O IDSS analisa e classifica as empresas somando quatro indicadores: satisfação dos consumidores em relação aos serviços prestados, estrutura de assistência da operadora, a situação econômico-financeira da operadora e a atenção à saúde, que nada mais é que o valor que a seguradora dá a saúde preventiva de seus clientes.

O site da ANS também permite a consulta de informações sobre o que diz a lei em relação aos serviços que devem ser prestados pelas operadoras. Além da consulta pela internet, o consumidor também pode ter acesso à ANS pelo telefone 0800-7019656.  

5 - Preste atenção na cobertura obrigatória

Segundo Solange, da FenaSaúde, as operadoras são obrigadas por lei a oferecer algumas coberturas. O plano ambulatório-hospitalar, por exemplo, é item obrigatório em qualquer contrato de cobertura. Outro ponto no qual não existe discussão é com relação às doenças que fazem parte da lista CID-10, elaborada e constantemente atualizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Exame.com

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

8 coisas que podem baratear o seguro do carro


Saiba o que torna uma apólice mais cara ou barata – e tente se adaptar às regras do jogo para pagar menos




São Paulo - Carros populares podem ser os mais baratos do mercado, mas o preço baixo não se estende a outros custos, como o seguro de automóveis. Afinal, o modelo pode figurar na lista dos mais visados para roubo, o que aumenta o risco de uma seguradora. Esse é um exemplo do que pode modificar o preço de um pacote de proteção para automóveis. “Existem mais de 400 variáveis que influenciam no preço de um seguro”, afirma Richard Furck, diretor da corretora H&H.

O preço final de uma apólice é composto com base, principalmente, no chamado “perfil de risco” do segurado. Nesse quesito, até a idade do condutor principal altera a conta final. Conheça alguns dos principais fatores que alteram o preço de seu seguro.
Dispositivos de localização
Instalar rastreadores ou alarmes pode ajudar a abater alguns reais do preço de um seguro. “Rastreadores diminuem muito o risco de uma seguradora e o desconto com um dispositivo desses pode chegar a 20%”, afirma Furck. O investimento em sistemas eletrônicos pode até se pagar após algumas renovações de seguro com desconto. Em algumas corretoras, a instalação de um sistema de rastreamento é condição obrigatória para contratar um seguro. Em outras, é apenas um bônus.
Garagem
Esse é outro recurso que torna o risco para as seguradoras mais baixo. O desconto para o segurado pode variar entre 5% e 10%, de acordo com o período que o carro passa dentro de uma vaga segura. “Se o segurado declarar que tem garagem, a cobertura só vai ser válida caso o veículo esteja estacionado no lugar indicado”, ressalta Mário Sérgio Almeida Santos, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Empresas Corretoras de Seguros, Resseguros, de Saúde, de Vida, de Capitalização, de Previdência Privada no Estado de São Paulo (Sincor-SP).
Idade e sexo
As seguradoras entendem que um motorista de 18 anos, recém-habilitado, pode representar um risco muito maior que um motorista adulto, com mais tempo de carteira. Isso não tem nada a ver com preconceito. Todas as seguradoras possuem estatísticas sobre os perfis dos motoristas que mais se envolvem em acidentes, e os jovens sempre aparecem no topo da lista. Outra curiosidade é em relação ao sexo. As mulheres pagam muito menos que homens. “Estatisticamente, a gravidade das colisões provocadas por mulheres é muito menor do que as provocadas por homens”, explica Furck.
Um segurado que não usa sua franquia pode ver esse histórico revertido em bônus. “A renovação é um momento muito mais simples, pois a seguradora já conhece o segurado. Utilizar pouco uma cobertura mostra um perfil de risco menor”, afirma Pedro Pimenta, superintendente de automóvel da Allianz Seguros.
Serviços extras
A cobertura mínima de um seguro de automóvel deve incluir proteção contra incêndio, colisão e roubo. Outras coberturas, como a extensão a terceiros, também são recomendadas. Mas há uma série de outros serviços que os segurados devem ponderar antes de incluir na apólice. Um exemplo é a contratação de assistência e guincho, recomendada pelos especialistas. “Cerca de 10% dos segurados da Allianz acionam a empresa por sinistros, mas 40% acionam para uso da assistência 24 horas”, afirma Pedro Pimenta. Serviços como carro extra devem ser muito bem estudados antes que sejam contratados. “O cliente deve pensar em quanto tempo conseguiria ficar sem carro para saber se vale a pena contratar o serviço extra”, diz.
Cidade e bairro
Cidades com os maiores índices de roubo tendem a ter o preço do seguro mais alto. Dentro de uma mesma cidade, essa diferença também existe. Além dos preços variarem entre bairros, podem mudar até entre ruas de uma mesma região. “Locais próximos a estradas tendem a ser mais caros, pois têm rota de fuga facilitada em caso de roubo de um veículo”, diz Furck.
Especialidade da seguradora
Algumas seguradoras entendem mais de carros importados. Outras, de veículos de carga. Conhecer mais ou menos um segmento pode fazer diferença na hora de fechar uma apólice. “O preço também é baseado em experiência. Quanto mais a seguradora entende de um segmento, mais condições ela vai ter de oferecer bons preços aos clientes”, afirma Almeida Santos, do Sincor-SP. Por isso, os preços podem variar muito de uma empresa para outra. “Sempre indicamos no mínimo três seguradoras diferentes, pois os preços podem variar muito”, afirma Furck.
Profissão
Os cargos que demandam que os profissionais fiquem a maior parte do tempo em um escritório podem refletir preços mais baixos. Alguém que utilize o carro para visitar clientes, por exemplo, passa mais tempo exposto aos riscos do trânsito e vê aumento no preço do seguro. De forma geral, quem roda mais paga mais.
fonte: Exame.com