segunda-feira, 30 de abril de 2012

Vai ficar em casa no feriado?



Ao partir na Expedição Roncador-Xingu, na década de 1940, os irmãos Orlando,Cláudio e Leonardo Villas Bôas começaram a desvendar uma história que, apesar de ser brasileira, era desconhecida pela maior parte da população: a vida nas tribos indígenas. Neste ano, a viagem desbravadora que deu origem ao Parque Nacional do Xingu (a maior reserva indígena do mundo) ganhou um filme – Xingu, de Cao Hamburguer – e uma exposição permanente na Casa Amarela, em São Paulo. OMuseu Xingu reúne cerca de 150 objetos das tribos, fornecidos por Orlando, o mais velho dos irmãos, em uma mostra gratuita.
"Os irmãos Villas Bôas, verdadeiros heróis do nosso país, foram a esta expedição para impedir um massacre e lutaram por um convívio pacífico e de respeito étnico, o que culminou na primeira terra indígena do país", contou a curadora Maria Paula de Almeida, em entrevista a Casa e Jardim. "Hoje, mais de 50 anos depois, esta grande história começa a ser contada".

“A grande panela Kamulüpe, dos Waurá, é uma das nossas raridades, mas a preferida de Orlando era a Tsak-Tsak, que cozinha a vapor. Ele até pediu que alguns ceramistas paulistas a copiassem, mas a investida foi em vão”, diz Maria Paula. O Museu Xingu reúne artefatos indígenas de vários usos, feitos de materiais naturais, como fibras, madeiras e penas, decoradas com corantes naturais, extraídos de frutos como urucum e jenipapo. Até o ano passado, a coleção ficava no Espaço Cultural Yázigi, mas, para poder ser vista por um público maior, foi transferida para a Casa Amarela em fevereiro. Em um bate-papo, ela contou mais sobre o assunto:

Casa e Jardim – Como você se envolveu com este projeto? 
Maria Paula de Almeida – 
Desde 1987 acompanho a coleção, a princípio como fotógrafa e restauradora. Na comemoração dos 500 anos do Brasil, fizemos um evento na Sala Xingu e um calendário da coleção. Orlando eMarina, sua esposa, estiveram presentes, assim como um afilhado do Xingu, Javariú Kayabi, que lançou um manifesto chamado Índio e Terra não dá para separar. Ele dizia não estar nada contente com a data festiva, mas, ao lado de Orlando, a quem chamava de padrinho, seu coração amolecia e ele sentia carinho e muito respeito. 

CJ – Você falou sobre a panela preferida de Orlando Villas Bôas. Há outros objetos com histórias parecidas? 
MPA –
 Temos o precursor do biquíni fio-dental, que era como Orlando chamava o cinto feminino, Uluri. Há também a flauta Jakuí. Considerada sagrada, ela é proibida ao olhar feminino. Segundo os índios, a mulher que a olhar pode ser atacada por qualquer um no mato. 

CJ – O que as pessoas não podem deixar de ver no Museu Xingu? 
MPA –
 As panelas são um diferencial desta coleção. A Kamalupe é usada para a tinta de urucum e para o caldo de mandioca. Temos um colar de dente de onça e um de lascas de um caramujo já extinto. A peça é considerada uma joia do Alto Xingu. 
Museu Xingu 
Casa Amarela 
Rua José Maria Lisboa, 838 
Jardins – São Paulo/SP 
De segunda a sexta, das 14h às 19h 
Entrada gratuita 
Mais informações: www.casaamarela.art.br 


Fonte: globo.com

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como evitar problemas com crédito em caso de desemprego ou morte



São Paulo - Ao financiar o pagamento de um imóvel em 15 anos, por exemplo, é preciso, ter garantias de que as parcelas serão quitadas mensalmente sob o risco de perder o bem. Antes de assinar o contrato para tomar o empréstimo do banco, é necessário saber que se trata de um compromisso de longo prazo que precisará ser cumprido independentemente das condições financeiras atuais ou futuras da família.

Em geral, o banco só vai liberar um empréstimo para pessoas que comprovarem capacidade de pagamento. O problema é quando, no meio do caminho, alguma coisa acontece e impede que esse mesmo indivíduo possa arcar com as dívidas. A pesquisa semestral realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) sobre o perfil do inadimplente mostra que o desemprego é a principal razão para alguém deixar de pagar suas dívidas. A situação pode se tornar ainda mais complicada em caso de invalidez ou morte do chefe da família.

Uma maneira de garantir o bem estar financeiro das pessoas mais próximas quando em uma situação de morte ou invalidez permanente, acidental ou por doença, é contratar um seguro prestamista. A pessoa que tomou a precaução de contratá-lo poderá acioná-lo na ocasião desse tipo de eventualidade e terá quitada toda sua dívida imediatamente. Dessa forma, a possibilidade de ver a casa onde vive ou o carro que dirige retomado pelo banco é nula. Caso opte por não contratar o seguro, entretanto, o que resta da dívida poderá ser passado a herdeiros, por exemplo.

Além de ser interessante para indivíduos cautelosos que tomam empréstimos, esse tipo de seguro também garante ao banco que concedeu o crédito o pagamento de todas as parcelas da dívida. A taxa do pagamento do seguro é embutida nas parcelas do financiamento a cada mês. A porcentagem do seguro fica cada vez menor, pois o saldo devedor do consumidor também diminui. Em média, a porcentagem do valor de um seguro prestamista fica em torno dos 0,03% ao mês. 


Segundo números do site Tudo sobre Seguros, iniciativa da Escola Nacional de Seguros, o seguro prestamista custa em torno de 3% do valor pago pelo bem. Pode parecer um grande acréscimo nas parcelas do crédito, mas como os riscos da inadimplência são menores, os bancos muitas vezes também cobram menos juros do tomador que contrata o seguro - diluindo parte desse custo.

Para as financeiras, o seguro prestamista é uma garantia de repasse de dívida, o que pode tornar as condições de pagamento mais flexíveis para o consumidor no momento de negociar os termos do contrato. Os clientes, por sua vez, podem ter maiores e melhores opções de pagamento, explica André Massaro, especialista em finanças pessoais do MoneyFit. Ele ainda enfatiza que, o ideal é nunca contrair uma dívida, mas caso seja inevitável, a melhor estratégia é garantir os pagamentos de todas as parcelas envolvidas. 

Tipos de cobertura
O seguro prestamista inicialmente tinha como principal objetivo cobrir casos de sinistro, como morte e invalidez. No entanto, outras eventualidades também podem ser cobertas, como o desemprego involuntário ou a perda de renda do autônomo, por exemplo.

As taxas dessa modalidade de cobertura, porém, são muito maiores, esclarece Henrique Berardinelli, superintendente da Escola Nacional de Seguros. Ele afirma que essa é uma opção interessante para os trabalhadores autônomos, que têm mais chances de perder renda temporariamente.

Outra variação do seguro prestamista é o que cobre eventuais sinistros de marido e esposa. Caso haja problema com qualquer uma das duas partes, o seguro cobrirá a dívida. A modalidade é especialmente interessante para quem depende da renda total da família para arcar com o custo do empréstimo.
 
Existem ainda duas formas de pagamento para os beneficiários. O seguro pode cobrir o saldo devedor - ou o que resta da dívida. E também pode cobrir o valor total inicialmente emprestado. "Supondo que o capital segurado seja o valor total do empréstimo, em caso de sinistro a seguradora quita a dívida e ainda repassa a diferença ao beneficiário da apólice",  esclarece Almir Ribeiro, superintendente atuarial da Marítima Seguros.


Fonte: Exame

quinta-feira, 19 de abril de 2012


O que pesar antes de fazer um seguro de vida

Os fatores a considerar para escolher o valor de cobertura mais adequado para a sua família

São Paulo – Fazer um seguro de vida não costuma fazer parte do planejamento financeiro dos brasileiros, permanecendo um terreno desconhecido para a maioria das pessoas. Some-se a isso a hesitação em encarar a possibilidade da própria morte e o fato de não ser comum, no Brasil, medir as despesas e rendimentos anualmente, mas sim mensalmente. Com tudo isso, escolher o valor da apólice na hora de fazer um seguro para garantir a sobrevivência da família em caso de uma eventualidade não é exatamente intuitivo.
Segundo um levantamento do Grupo BB Mapfre feito em todo o Brasil, apenas 15% dos adultos com condições de fazer um seguro de vida de fato têm uma apólice. “E a maioria desses segurados não está coberta de acordo com sua real necessidade, mas sim de acordo com a oferta que receberam, principalmente quando o seguro é oferecido pela empresa onde trabalham”, diz Bento Zanzini, diretor geral de Riscos e Pessoas do Grupo BB Mapfre.
Ele explica que, para escolher o valor segurado, é necessário considerar uma série de fatores, mas que muita gente escolhe às cegas a partir de uma tabela, sem ponderar as reais necessidades de sua família. Para optar pelo valor correto é preciso considerar três fatores: o seu orçamento doméstico, as despesas com educação dos seus filhos e a existência de um inventário, principalmente em caso de morte acidental, quando não houve de realizar qualquer planejamento sucessório.
Dia a dia e educação dos filhos
Assim, é preciso colocar na ponta do lápis quanto a sua família gasta para sobreviver anualmente, quanto seus filhos ainda vão precisar para concluir os estudos, quanto (e por quanto tempo) seus financiamentos consomem de recursos e quanto seria necessário para as despesas emergenciais logo após a morte do titular. Considere também qual a renda mensal que você gostaria que sua família recebesse, e durante quanto tempo.
“Se você tem filhos pequenos, pense que, para cada um, você deverá ter despesas de 200.000 a 250.000 reais só com educação, ao longo da vida”, observa Zanzini. Embora os seguros oferecidos pelas empresas a seus empregados prevejam horizontes de 24 a 36 meses de renda para os beneficiários, talvez você prefira um prazo maior. “Pode não ser suficiente para que sua família se restabeleça. Um horizonte de cinco anos pode ser mais adequado. Varia de caso a caso”, conclui Zanzini.
Ou seja, se seus filhos forem pequenos pode ser necessária uma cobertura maior do que se eles já estiverem concluindo os estudos. Se seus bens já tiverem sido quitados ou se você não tiver mais de um imóvel para cuidar, o valor segurado pode ser menor. É possível que você contribua para o sustento dos seus pais ou sogros – nesse caso, leve isso em conta na hora de calcular seu orçamento familiar. “Se o sujeito comprou um terreno e está construindo uma casa na praia, por exemplo, isso eleva seu nível de risco”, lembra Zanzini.
Inventário deixa bens indisponíveis
A questão do inventário não deve ser ignorada. Em caso de morte acidental, principalmente na juventude, é bem provável que o segurado ainda não tenha iniciado um planejamento sucessório que envolva a doação de seus bens. A abertura de inventário será inevitável e, além de custosa para os herdeiros, pode ser bastante demorada. Como produtos securitários não entram em inventário, liberando os recursos diretamente na conta dos beneficiários, o seguro ajuda a garantir a sobrevivência da família enquanto os outros bens não são liberados.
Revise a cobertura periodicamente
Assim como o custo do seguro cresce ao longo da vida – uma vez que a probabilidade de morte também aumenta – as necessidades do segurado também mudam. Dependendo da fase da vida, o padrão de vida e as necessidades financeiras das famílias variam bastante. Um casal jovem com filhos pequenos ainda tem muitas despesas com filhos pequenos e para construir patrimônio, mas o padrão de vida é mais baixo. Já um casal mais velho provavelmente terá menos despesas com filhos e outros dependentes, mas o padrão de vida de todos certamente será mais alto. Por isso, o recomendável rever as suas necessidades e o valor segurado ao renovar sua apólice, o que pode ser feito anualmente ou em períodos maiores.
Quanto custa
Um seguro de vida básico cobre morte por qualquer motivo. É possível, no entanto, acrescentar outras coberturas, como um adicional por morte acidental (o que libera mais recursos nesse caso, embora a cobertura básica já tenha essa cobertura), invalidez permanente e diagnóstico de doenças graves. “Embora nem todo mundo faça, a cobertura por invalidez é extremamente importante, pois talvez seja a situação mais difícil e onerosa para a família”, diz Bento Zanzini.
Por uma apólice de 100.000 reais que cubra morte por qualquer causa, morte acidental e invalidez, uma pessoa de 30 anos pagaria cerca de 30 reais por mês; uma pessoa de 40 anos, o custo seria de 45 reais mensais; aos 50, o valor mais que dobra para 110 reais; e aos 60 anos, o prêmio sai por 240 reais mensais.

Fonte: exame.com